Governo propõe que Enamed passe a valer como exame de proficiência médica
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS
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O governo federal pretende encaminhar ao Congresso Nacional uma proposta para que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) também funcione como exame de proficiência, condicionando o registro profissional dos médicos ao desempenho na avaliação.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a ideia é aproveitar o debate já em andamento no Legislativo sobre a criação de um exame desse tipo. Ele defende que o Enamed é mais vantajoso por avaliar os estudantes ao longo do curso, no segundo, quarto e sexto anos, além de ser organizado pelo Ministério da Educação, com foco direto na formação médica.
Padilha explicou que a mudança depende de alteração na legislação, portanto não valeria para a edição de 2025, cujo resultado foi divulgado nesta semana. O ministro também contestou a avaliação de que o exame teria revelado um cenário crítico na formação médica no país. Segundo ele, a maioria dos estudantes teve bom desempenho, e mesmo em instituições mal avaliadas há alunos com resultados positivos.
O ministro destacou ainda que cursos com desempenho insatisfatório poderão sofrer restrições, como impedimento de abertura de novas vagas ou até mesmo de funcionamento, caso não melhorem seus resultados.
O Enamed integra um conjunto de medidas para aprimorar a formação médica, ao lado das novas diretrizes curriculares e do Exame Nacional de Residência (Enare), que a partir deste ano passa a aceitar a nota do Enamed como critério de ingresso.
A possibilidade de uso do Enamed como prova de proficiência também foi levantada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), que defende aplicar a medida já com base nos resultados de 2025. A entidade afirma que cerca de um terço dos cursos teve desempenho insuficiente. Por outro lado, a Associação Brasileira de Médicos Pós-Graduados (Abramepo) critica a proposta, alegando usurpação de funções e oportunismo.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo







