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Governo vai pagar R$ 2 mil por ano para alunos do ensino médio de baixa renda

Imagem: Luiza Tenente/ g1.

O valor pago pelo Programa Pé de Meia aos alunos de baixa renda do ensino médio público será de R$ 2 mil por ano (R$ 200 na matrícula + 9 parcelas de R$ 200), afirmou o ministro da Educação, Camilo Santana, nesta sexta-feira (26), em Brasília. Também serão pagos bônus para quem for aprovado a cada ano e fizer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) ao final do ensino médio.


A lei que institui esse incentivo financeiro para reduzir a evasão escolar entrou em vigor nesta sexta, dez dias após ser sancionada.


Veja abaixo os valores que serão pagos pelo programa:


  • Quando o aluno se matricular no início do ano: R$ 200, em parcela única;

  • Se o estudante apresentar a frequência escolar adequada (acima de 80% das horas letivas): total de R$ 1.800, que serão pagos em 9 parcelas de R$ 200.


Além das parcelas mensais, haverá também um bônus, equivalente a pelo menos um terço do total pago ao aluno, se o jovem:


  • Não for reprovado em cada ano do ensino médio (R$ 1.000 por ano, sacados em parcela única ao final do ensino médio);

  • Fizer o Enem ao final do 3º ano (R$ 200, em parcela única).


Pré-requisitos: cadastro no CadÚnico e frequência escolar adequada


Pelo programa, os valores serão depositados na conta bancária dos estudantes, desde que:


  • Estejam cadastrados no CadÚnico (instrumento do governo federal para coleta de dados de pessoas em vulnerabilidade);

  • Tenham se matriculado no início do ano letivo;

  • Alcancem frequência escolar de pelo menos 80% das horas letivas;

  • Participem do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).

  • Não for reprovado no fim do ano letivo;

  • Fizer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no fim da etapa escolar.


Segundo o governo Lula, os objetivos do programa são:


  • reduzir a evasão escolar, já que especialmente os alunos de baixa renda correm um risco maior de abandonar os estudos e entrar precocemente no mercado de trabalho, para ajudar financeiramente a família;

  • incentivar que os jovens de escola pública façam o Enem (em 2023, por exemplo, apenas 46,7% dos concluintes de colégios públicos se inscreveram na prova);

  • diminuir a desigualdade no acesso à universidade e ao mercado de trabalho formal.


Outras políticas na área de educação


No balanço que fez sobre as demais políticas educacionais, o ministro Camilo Santana afirmou que:


  • Foi registrado o maior número de inscritos no Sisu desde 2017. O programa seleciona estudantes para universidades públicas do país. As inscrições terminaram nesta quinta (25).

  • Mudanças no Fies estão em discussão na pasta para resolver o que ele chamou de "grave problema do endividamento dos jovens" com o programa. Cerca de 1,2 milhão estão endividados;

  • Só houve de 10 a 12% de adesão no Desenrola do Fies no primeiro mês do programa;

  • O objetivo é que todas as escolas públicas do país estejam conectadas à internet até 2026;

  • A meta é criar 3,2 milhões de novas vagas em escolas de tempo integral;

  • Sobre a Lei de Cotas, lembrou a alteração no mecanismo de ocupação de vagas e inclusão de quilombolas;

  • Sobre o projeto de lei do Novo Ensino Médio, mais de 130 mil pessoas participaram na construção do texto do programa, considerada por ele como fundamental para reparar a defasagem de aprendizado dos jovens;

  • O acesso à educação e o preparo docente são prioridades da pasta: "Só vamos garantir a qualidade da educação com a formação de professores", disse.

  • Vai incluir livros para bibliotecas comunitárias pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD);

  • Houve um reforço na educação especial na perspectiva da educação inclusiva, com investimentos nas salas multifuncionais voltadas a alunos com deficiência.


Fonte: g1

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