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Governo vai renovar programa que barateia carro zero e liberar mais R$ 300 milhões


Imagem: reprodução/ TV Globo.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou ao g1 nesta quarta-feira (28) que promoverá uma nova rodada de crédito para o programa do governo que barateia o carro zero.


Pouco depois, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que o valor adicional para a prorrogação do programa será de R$ 300 milhões. Desse total, R$ 100 milhões são uma "sobra" dos recursos provenientes da reoneração do diesel.


"Ia ser um programa de R$ 1,5 bilhão, mas vai ser de R$ 1,8 bilhão, mantendo o que eu falei desde o início: que seria um programa de menos de R$ 2 bilhões – e com recursos da reoneração do diesel, em virtude da queda do dólar e do preço do petróleo", explicou Haddad.


O número de carros vendidos ainda não foi consolidado pela área técnica do ministério, mas o governo decidiu continuar a alimentar o setor automotivo. A primeira rodada do programa injetou R$ 500 milhões para promover descontos de R$ 2 mil a R$ 8 mil em veículos novos.


Apesar de reduzir os preços, a ação foi limitada para compensar a falta de escoamento de produção das montadoras.


As estimativas da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) são de que o programa do governo, em sua primeira versão, traria descontos para 110 mil a 120 mil carros neste ano.


A título de comparação, a produção prevista pela associação para 2023 é da ordem de 2,4 milhões de novos veículos, sendo mais de 2 milhões para o mercado interno. Ou seja: o dinheiro despejado pelo governo só trará diferencial de preço para pouco mais de 5% dos novos veículos.


Questionada, a Anfavea não comentou o assunto.


A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), que contabiliza o emplacamento de carros novos no Brasil, também não divulgou números antes de sua coletiva de imprensa, no próximo dia 4.


Preços-base não vão mudar


Mesmo com os pátios lotados, os preços não serão reduzidos, na visão de analistas ouvidos pelo g1 em março.


O excedente de produção, em tese, deveria criar novas condições para a comercialização de veículos – a famosa lei da oferta e demanda da economia –, mas analistas dizem que as montadoras precisam retomar as perdas por conta do momento que viveram durante a pandemia de Covid.


Com custo de produção em alta devido aos entraves logísticos e falta de matéria-prima durante os últimos anos, as empresas precisam recuperar o “dinheiro perdido”. Ainda que as cadeias logísticas tenham melhorado em 2022, houve a guerra na Ucrânia que trouxe novos impactos em preços de commodities necessárias para a indústria.


É o caso de metais usados em semicondutores, peças responsáveis pela condução das correntes elétricas. São chips indispensáveis para a montagem de automóveis e eletroeletrônicos — que também tiveram aumento de demanda durante a pandemia.


Além disso, o mercado está em momento de alta competitividade, já que as montadoras correm contra o relógio em busca de desenvolver veículos que funcionem com novas matrizes energéticas, por exemplo. A eletrificação da linha demanda investimentos em pesquisa e eficiência, para que o produto final tenha preço competitivo dentro do mercado.


Fonte: g1



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