Homem é preso após manter companheira em cárcere e forçá-la a fazer tatuagens com seu nome
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 15 de abr.
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A Polícia Civil realizou, na manhã de terça-feira (14), a Operação Ötzi, que resultou no cumprimento de mandados de busca e apreensão e na prisão preventiva de um homem de 40 anos. Ele é suspeito de manter a companheira em cárcere privado e submetê-la a uma série de violências ao longo de meses. A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Esteio, com apoio da Polícia Civil de Itapema, em Santa Catarina.
Conforme a investigação, a vítima, de 39 anos, viveu por cerca de quatro meses sob um ciclo contínuo de agressões físicas, psicológicas e morais, além de sofrer restrições severas de liberdade. O casal morava em Itapema, onde, segundo a polícia, o homem controlava a rotina da mulher, impedindo contato com familiares e limitando o acesso a telefone e internet.
As agressões, de acordo com os investigadores, eram frequentes e envolviam o uso de objetos, ameaças de morte e humilhações. Um dos aspectos que mais chamou a atenção foi o fato de a vítima ter sido obrigada a fazer dez tatuagens com o nome do agressor em diferentes partes do corpo, incluindo o pescoço.
A mulher conseguiu escapar após o suspeito ingerir medicação para dormir. Com ajuda de terceiros, retornou ao Rio Grande do Sul e procurou a polícia. Todos os seus pertences, inclusive o veículo, ficaram no local, mas foram recuperados durante a operação.
As apurações também indicaram que o homem mantinha armas de fogo em casa, o que aumentava o risco à integridade da vítima. Durante o cumprimento dos mandados, inclusive em um consultório odontológico ligado ao investigado, os policiais apreenderam duas armas, além de dispositivos eletrônicos e outros materiais.
Segundo a Polícia Civil, o suspeito possui antecedentes por crimes semelhantes em Santa Catarina, com registros envolvendo outras mulheres. Há ocorrências por ameaça, lesão corporal e cárcere privado, apontando para um padrão de comportamento violento e controlador.
Diante da gravidade dos fatos e do risco de reincidência, a Justiça de Esteio autorizou a prisão preventiva. O homem foi detido e, durante o interrogatório, optou por permanecer em silêncio.
Para o delegado regional de Canoas, Cristiano Reschke, o caso exige uma resposta firme das autoridades. Ele destacou a gravidade da violência e afirmou que situações como essa não podem ser toleradas, especialmente quando envolvem agressões contra mulheres.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

























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