Influenciadora Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro ligada ao PCC
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 9 horas
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A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma operação do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil de São Paulo que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Batizada de Operação Vérnix, a ação cumpre seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca e apreensão.
Entre os alvos da investigação estão Marco Willians Herbas Camacho, apontado como líder máximo da facção, além de familiares dele, incluindo o irmão Alejandro Camacho e dois sobrinhos.
Segundo os investigadores, o grupo utilizaria empresas e terceiros para ocultar patrimônio e movimentar recursos atribuídos ao PCC. Uma transportadora de cargas localizada em Presidente Venceslau teria sido usada para lavar dinheiro ligado à organização criminosa.
A operação também resultou na prisão de Everton de Souza, apontado como operador financeiro do esquema. Conforme a investigação, mensagens interceptadas mostram orientações sobre distribuição de valores e movimentações bancárias.
De acordo com o Ministério Público, Deolane Bezerra recebeu depósitos considerados suspeitos entre 2018 e 2021. A apuração identificou dezenas de transferências fracionadas, que somariam cerca de R$ 700 mil.
Parte dos valores teria sido enviada por um homem da Bahia investigado como possível “laranja” do esquema.
A Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 27 milhões em contas ligadas à influenciadora. Além disso, a operação apreendeu 39 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões. O total de bloqueios patrimoniais ultrapassa R$ 357 milhões.
Mandados de busca também foram cumpridos em imóveis relacionados à influenciadora em Barueri. Um influenciador digital apontado como filho de criação de Deolane e um contador também foram alvo da ação.
As investigações começaram em 2019, após a apreensão de manuscritos e bilhetes encontrados com detentos da Penitenciária II de Presidente Venceslau, material que teria revelado movimentações financeiras e conexões entre integrantes da facção criminosa.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Metrópoles
























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