Menino de 3 anos espancado pelo pai morre em hospital de Porto Alegre
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 9 de jul.
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A Polícia Civil confirmou, na madrugada desta quinta-feira (9), a morte do menino de 3 anos que havia sido brutalmente agredido pelo próprio pai em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A criança estava internada em estado gravíssimo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital de Pronto Socorro (HPS), na Capital.
O pai, um missionário norte-americano de 33 anos, está preso preventivamente desde segunda-feira (6). Em depoimento à Polícia Civil, ele confessou as agressões e afirmou que atacou o filho porque o menino não lhe deu "bom dia".
Segundo a delegada Luana Tamiozzo Medeiros, responsável pela investigação, o homem relatou ter desferido socos no peito e no abdômen da criança, além de bater a cabeça do menino contra o chão. O crime ocorreu no distrito de Águas Claras, em Viamão.
Após as agressões, o próprio suspeito levou o filho ao hospital de Viamão. Ao constatarem a gravidade dos ferimentos e as múltiplas lesões, os profissionais de saúde acionaram a Brigada Militar. O homem foi preso em flagrante ainda na unidade hospitalar e, posteriormente, teve a prisão convertida em preventiva pela Justiça.
Devido ao estado crítico, a criança foi transferida para o Hospital de Pronto Socorro de Porto Alegre, onde morreu nesta quinta-feira.
Investigação aponta possível histórico de violência
A Polícia Civil informou que investiga registros de ocorrências em pelo menos outros dois estados brasileiros que indicam que três dos outros filhos do casal, de 5, 7 e 9 anos, também teriam sido vítimas de agressões semelhantes. A situação de um bebê de um ano segue sendo apurada.
Por determinação do Conselho Tutelar, os cinco filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional.
Além das agressões contra as crianças, a investigação também apura possíveis episódios de violência doméstica contra a esposa do suspeito. A Polícia Civil solicitou uma medida protetiva em favor da mulher.
A família vive no Brasil há cerca de nove anos e estava morando em Viamão havia aproximadamente seis meses.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: G1 RS
























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