Minuano Limão: o refrigerante gaúcho que marcou gerações e entrou para a história do Brasil
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Poucos sabores conseguem despertar tanta nostalgia no Rio Grande do Sul quanto o do Minuano Limão. Sucesso absoluto entre as décadas de 1960 e 1980, o refrigerante geladinho conquistou gerações de gaúchos e se consolidou como um verdadeiro ícone da indústria regional de bebidas.
Lançado em 1967 pelo Grupo Vontobel, o Minuano Limão rapidamente ganhou espaço no mercado por seu sabor marcante, refrescante e diferente do que era oferecido à época. A produção ocorria na Avenida Vicente Monteggia, no bairro Vila Nova, em Porto Alegre, onde funcionava a fábrica responsável por abastecer a capital e diversas cidades do interior.
Além do gosto inconfundível, o refrigerante entrou para a história nacional por um feito inédito: foi o primeiro refrigerante do Brasil a ser comercializado em garrafa de um litro. Em um período em que a indústria apostava quase exclusivamente em garrafinhas menores, havia resistência à ideia de embalagens maiores, sob o argumento de que o consumidor não aceitaria o novo formato. O Minuano contrariou essa lógica e venceu.
A ousadia acabou se tornando um diferencial competitivo e ajudou a popularizar o consumo familiar da bebida, presente em almoços de domingo, festas de bairro e encontros entre amigos. O rótulo simples, o gás intenso e o sabor cítrico transformaram o Minuano Limão em sinônimo de refrescância, especialmente nos verões gaúchos.
Com o passar dos anos e as mudanças no mercado de refrigerantes, a marca acabou saindo de circulação, mas jamais saiu da memória afetiva dos consumidores. Até hoje, o Minuano Limão é lembrado com carinho por quem viveu sua época de ouro, sendo frequentemente citado em rodas de conversa, redes sociais e resgates da história industrial do Estado.
Mais do que uma bebida, o Minuano Limão representa um período de criatividade, ousadia empresarial e identidade regional. Um símbolo de um tempo em que marcas locais conseguiam competir, inovar e deixar uma marca definitiva na história do Rio Grande do Sul e no paladar de quem teve a sorte de experimentar.
FONTE: Leandro Staudt/GZH































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