Mãe atribui morte do filho ao vício em bets e acusa influenciadores de venderem ilusão de dinheiro fácil

A história da professora Vânia de Souza Borges, de Uberlândia (MG), reacendeu o debate sobre o impacto social das apostas esportivas no Brasil. Ela atribui a morte do filho, Rafael Borges do Amaral, de 26 anos, ao vício em plataformas de apostas online e acusa influenciadores digitais de “seduzirem” jovens ao transmitir a ideia de que ganhar dinheiro com bets é fácil.
Segundo a mãe, o jovem passou meses mergulhado nas apostas, trocando noites de sono pelo celular e acumulando prejuízos financeiros. O comportamento mudou drasticamente: Rafael vendeu bens, se afastou da família e do trabalho e passou a acreditar que conseguiria recuperar o dinheiro perdido por meio de novas apostas.
Vânia afirma que o filho era constantemente bombardeado por anúncios e pela divulgação feita por influenciadores nas redes sociais. Para ela, a publicidade das plataformas contribui para criar uma falsa sensação de enriquecimento rápido, principalmente entre os mais jovens.
O caso reforça a preocupação de especialistas e autoridades com o crescimento das apostas online no país. A CPI das Bets, instalada no Senado, investigou o impacto dos jogos no orçamento das famílias brasileiras, além do papel de influenciadores digitais na promoção dessas plataformas.
Mais do que uma questão econômica, o avanço das apostas vem sendo tratado por especialistas como um problema social e de saúde pública. O vício em jogos pode provocar endividamento, ansiedade, depressão, isolamento social e conflitos familiares, especialmente entre adolescentes e jovens adultos.
Enquanto cobra responsabilização das empresas e dos influenciadores, Vânia afirma que transformou a dor da perda em um alerta para outras famílias. “Eu não quero que outras mães passem pelo que estou vivendo”, disse a professora.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br

























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