Médico de NH suspeito de causar 42 mortes de pacientes pode voltar a realizar cirurgias
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- 25 de out. de 2023
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O médico João Batista do Couto Neto, suspeito de causar as mortes de 42 pacientes e lesões em outros 114 pode voltar a realizar cirurgias e intervenções invasivas. A decisão da Justiça de Novo Hamburgo, de 23 de junho deste ano, previa prorrogação da proibição por 120 dias. O prazo se encerrou no último sábado (21).
Em nota, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) informou que o médico João Batista do Couto Neto "está com registro regular junto à autarquia, podendo exercer atividade médica sem impedimentos".
O advogado Brunno de Lia Pires, que representa o médico, afirmou ao g1 que, embora não haja impedimentos, "no momento, ele não pretende realizar cirurgias". A defesa acrescenta que aguarda o desenrolar da situação.
O g1 entrou em contato com o Tribunal de Justiça do RS para verificar se há alguma nova determinação que impeça João Couto de realizar cirurgias. "Até a presente data não existe decisão prorrogando, novamente, a suspensão das atividades do médico", retornou o TJ.
A decisão que estava em vigor impedia, também, o acesso do médico a blocos e centros cirúrgicos ou a qualquer local dessa natureza. Havia, ainda, a proibição de João Batista do Couto Neto manter contato com as pessoas que o denunciaram e testemunhas, e de se ausentar da Comarca por mais de cinco dias.
Em 12 de dezembro de 2022, a Justiça já havia proibido o médico de realizar cirurgias. A decisão se encerrou no dia 10 de junho. Treze dias depois, a medida cautelar foi renovada por quatro meses.
Relembre o caso
Couto é suspeito de ter causado a morte de 42 pacientes devido a procedimentos cirúrgicos e provado lesões em outros 114. Pacientes e pessoas que trabalharam com ele relataram excesso de cirurgias por dia, procedimentos desnecessários e até diagnóstico de câncer raro falso.
Ele foi alvo de uma operação policial em dezembro do ano passado, ocasião em que foram cumpridos mandados de busca e apreensão no hospital em que atuava, localizado em Novo Hamburgo, bem como no apartamento em que vivia na cidade. Na época, havia suspeita de envolvimento dele na morte de cinco pacientes e por ter causado sequelas em outros nove. Documentos, celulares e equipamentos de informática foram apreendidos.
Em fevereiro deste ano, João Couto se registrou no Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp). Na ocasião, o Cremesp confirmou estar ciente de que o médico enfrentava uma suspensão em sua licença, mas que "é obrigado a efetuar o registro do médico" por se tratar de uma restrição parcial.
Nota do Cremers
"O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers) informa que o médico João Batista do Couto Neto (CRM 25387) está com registro regular junto à autarquia, podendo exercer atividade médica sem impedimentos.
As denúncias recebidas pelo Cremers estão sendo investigadas e, de acordo com o Código de Processo Ético Profissional (Resolução CFM 2306/2022), os procedimentos correm em sigilo.
O Cremers também acompanha o caso junto à Justiça do RS".
Fonte: g1
























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