Na pré-campanha, Simone Dutra escolhe o campo ideológico e deixa as disputas pessoais de lado - Por Bado Jacoby
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- há 7 dias
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As movimentações que começam a anteceder a campanha eleitoral de 2026 já revelam estratégias bastante distintas entre os nomes que buscam representar São Leopoldo na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. E, nesse cenário, a postura da pré-candidata a deputada federal Simone Dutra (Republicanos), está chamando a atenção.
Ex-secretária de Desenvolvimento Social e primeira-dama do município, Simone parece ter feito uma escolha clara sobre quem pretende enfrentar no debate político. Ao invés de direcionar sua atuação para responder críticas vindas de figuras que, em tese, compartilham o mesmo campo ideológico, ela tem concentrado seu discurso em um contraponto político ao ex-prefeito Ary Vanazzi (PT), pré-candidato a deputado federal e uma das principais lideranças políticas da esquerda na região.
A estratégia não deixa de ser curiosa. Enquanto a vice-prefeita Regina Caetano e o ex-vereador Gabriel Dias têm adotado um discurso fortemente crítico ao atual governo municipal, ao prefeito e, especialmente, à própria Simone Dutra, a ex-secretária optou por não entrar nesse embate direto, com esses críticos a sua candidatura e ao próprio governo municipal. Ou seja, a opção é clara em não dar palco para alimentar o fogo amigo.
Na prática, o cenário político local mostra uma espécie de inversão. Os ataques mais contundentes dirigidos à primeira-dama não partem de adversários históricos ou de partidos situados em polos opostos do espectro político, mas justamente de agentes que, até pouco tempo atrás, compartilhavam projetos e espaços semelhantes dentro da política leopoldense.
Em diversas manifestações públicas, Simone Dutra também tem evitado responder diretamente às críticas e provocações pessoais que recebe. Há quem considere que alguns desses ataques extrapolem o campo político e avancem para questões de ordem pessoal, podendo até ser interpretados como episódios de assédio político ou moral. Ainda assim, sua postura tem sido a de não alimentar esse confronto.
Ao escolher como principal alvo político uma liderança consolidada como Ari Vanazzi, Simone parece buscar uma projeção baseada na disputa de ideias e de projetos para o futuro, posicionando-se como alternativa dentro do debate ideológico e eleitoral que se desenha para 2026.
Essa opção pode representar uma tentativa de construir uma identidade própria na campanha, fugindo das disputas internas e apostando em um enfrentamento com um adversário de maior peso político e eleitoral. Se essa estratégia será suficiente para consolidar seu espaço nas urnas, ainda é cedo para afirmar, mas que, uma lógica política, isso ninguém pode negar.
O fato é que, neste início de pré-campanha, enquanto alguns candidatos concentram esforços em disputas locais e conflitos internos, Simone Dutra parece preferir mirar um debate mais amplo, direcionando sua artilharia política para uma das figuras mais influentes da história recente de São Leopoldo.
Bado Jacoby, é repórter e apresentador da Start Comunicação

























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