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No G7, Lula critica concentração de renda e desenvolvimento da IA na "mão de poucos"

Imagem: Ricardo Stuckert/ PR.

Em reunião do G7 nesta sexta-feira (14), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou a concentração de renda e desenvolvimento da inteligência artificial (IA) na "mão de poucos".


Lula afirmou que um dos desafios atuais é encarar o avanço da tecnologia e as mudança climáticas sem perder o foco nas pessoas e na preservação do planeta.


O presidente declarou que os benefícios da inteligência artificial devem ser usufruídos por todos os países. "Na área digital, vivenciamos concentração sem precedentes nas mãos de um pequeno número de pessoas e de empresas, sediadas em um número ainda menor de países. A inteligência artificial (IA) acentua esse cenário de oportunidades, riscos e assimetrias", disse.


O presidente está na Itália, local escolhido para sediar a reunião de cúpula do G7. O Brasil participa do encontro como convidado.


O G7 reúne nações democráticas mais ricas do mundo: Estados Unidos (EUA), Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão.


Lula disse ter interesse em uma tecnologia "segura, transparente e emancipadora", que não contribua para guerra e que seja capaz de promover a "integridade da informação" e incentivar políticas de preservação ambiental.


O presidente ainda defendeu um sistema de "governança internacional e intergovernamental da inteligência artificial" em que todos os países tenham assento para discussões.


O presidente também falou sobre a importância de tributar as grandes riqueza. "Já passou da hora dos super-ricos pagarem sua justa contribuição em impostos. Essa concentração excessiva de poder e renda representa um risco à democracia", disse o presidente.


Brasil na presidência do G20


Lula lembrou que, nesta quinta-feira (13), afirmou durante evento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que é preciso incentivar bons empregos e inclusão social, temas que estão entre as prioridades do Brasil à frente do G20. Por isso, a ideia de taxar fortunas no mundo todo.


"É nesse contexto de combate às desigualdades que se insere a proposta de tributação internacional justa e progressiva que o Brasil defende no G20", declarou.


O presidente também repetiu que é importante alterar mecanismos de pagamento de dívida de países africanos, que têm dificuldades para investir em saúde e educação.


"Sem agregar valor a seus recursos naturais, os países em desenvolvimento seguirão presos na relação de dependência que marcou sua história", disse.


O discurso de Lula não foi transmitido pela emissora oficial do governo. A imprensa recebeu uma transcrição da fala do presidente no encontro.


O presidente Lula teve 5 minutos para discursar durante a sessão da cúpula.


Fonte: g1

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