Nova fase da Operação Compliance Zero tem senador Ciro Nogueira como alvo
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 2 horas
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A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) mais uma fase da Operação Compliance Zero, que agora passa a investigar também o núcleo político ligado ao caso envolvendo o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro. Entre os alvos da ação está o senador Ciro Nogueira, alvo de mandado de busca e apreensão autorizado pelo ministro do STF André Mendonça.
As investigações tiveram avanço após a Polícia Federal localizar, no celular de Daniel Vorcaro, mensagens trocadas com o senador e registros de pagamentos destinados a uma pessoa identificada como “Ciro”. Em manifestações anteriores, o parlamentar confirmou conhecer o empresário, mas negou proximidade e qualquer recebimento de valores.
Segundo as apurações, mensagens encontradas pela PF mostram Vorcaro se referindo ao senador como “grande amigo de vida” e comemorando uma iniciativa legislativa apresentada por Ciro Nogueira que teria favorecido o Banco Master. Em uma das conversas, o banqueiro descreve a medida como uma “bomba atômica no mercado financeiro”.
A mensagem faz referência a uma emenda apresentada em agosto de 2024 à proposta de autonomia financeira do Banco Central. O texto previa elevar de R$ 250 mil para R$ 1 milhão o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) por CPF. A proposta foi interpretada por integrantes do mercado financeiro e políticos como um movimento que beneficiaria diretamente o Banco Master, cuja estratégia de captação estava baseada em investimentos atrelados ao FGC.
Esta é a quinta fase da Operação Compliance Zero e ocorre dias após a defesa de Daniel Vorcaro entregar à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República uma proposta de delação premiada. Conforme os investigadores, os fatos apresentados no possível acordo ainda estão sob análise e não possuem valor probatório neste momento.
Na etapa anterior da operação, realizada em abril, a PF chegou a prender o ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, que também buscou firmar acordo de delação com as autoridades.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo
























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