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O que acreditamos sobre a infância muda a forma como educamos - Por Paula Suséli Silva

Educar uma criança nunca foi uma tarefa simples. Cada geração tenta fazer melhor que a anterior, buscando compreender mais profundamente o desenvolvimento infantil e as relações familiares. Ainda assim, muitos pais e mães se vêem perdidos entre expectativas, frustrações e dúvidas sobre qual é o melhor caminho.


Na Programação Neurolinguística (PNL), um conceito central é o de crenças. Crenças são ideias que assumimos como verdadeiras e que orientam nossas atitudes e comportamentos. Elas funcionam como lentes através das quais interpretamos o mundo. Na relação com as crianças, essas crenças têm um papel poderoso, pois influenciam diretamente a forma como educamos e nos comunicamos com elas.


Imagine uma criança de três anos tentando servir água em um copo de vidro. Se o adulto acredita que a criança não consegue fazer isso sem derramar, provavelmente interromperá: “Deixa que eu faço.” Mas se acredita que crianças aprendem quando têm oportunidade de tentar, poderá orientar: “Segura com as duas mãos, vai devagar.” A situação é a mesma. O que muda é a crença do adulto, e com ela, a experiência de aprendizagem da criança.


A boa notícia é que crenças podem ser revistas e transformadas. Pensando nisso, trago 7 crenças que podem ajudar adultos a construir relações mais conscientes e cooperativas com as crianças:

  1. Cada criança entra em nossa vida por uma razão. Muitos pais se frustram quando a criança não corresponde às expectativas, no entanto, cada criança traz consigo características únicas, que muitas vezes nos convidam a desenvolver novas qualidades, como: paciência, escuta e flexibilidade.

  2. Criança é efeito e adulto é causa. Os adultos influenciam profundamente o ambiente e a comunicação. Quando o adulto muda sua forma de agir, o comportamento da criança também muda.

  3. Adultos e crianças formam uma equipe. Relações baseadas apenas em autoridade tendem a gerar disputas de poder. Crianças não precisam de adversários, precisam de adultos que estejam ao seu lado e formem uma equipe.

  4. Confie na competência da criança. Em vez de fazer tudo por ela ou decidir sempre por ela, passe a oferecer espaço para que ela tente, experimente, erre e aprenda. Quando confiamos que a criança é capaz, também fortalecemos sua autonomia e autoestima.

  5. Não existem fracassos na relação com uma criança, apenas resultados. Cada tentativa traz aprendizado e novas possibilidades de agir.

  6. Estudar sobre a infância faz parte de amar a criança. Para muitas atividades importantes da vida nos preparamos e estudamos. Educar um ser humano também merece esse cuidado.

  7. Comece com o que já sabe. A infância acontece agora, não espere aprender tudo para agir. O caminho de aprendizado se constrói todos os dias.


Paula Suséli Silva, é mãe de gêmeos, Practioner em PNL e Mestre em Saúde Coletiva.


Este artigo inspira-se nas reflexões do livro Filho não vem com manual, da psicopedagoga Isa Minatel.

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