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OMS identifica nova variante da mpox em circulação em dois países


Foto: Raquel Kothe / Divulgação
Foto: Raquel Kothe / Divulgação

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu, no último sábado (14), a circulação de uma nova cepa de mpox formada pela recombinação dos clados Ib e IIb do vírus MPXV. A identificação ocorre após a confirmação de dois casos recentes da variante.

O primeiro registro foi feito em dezembro de 2025, no Reino Unido, envolvendo um paciente com histórico de viagem ao Sudeste Asiático. O segundo caso foi confirmado na Índia, em 13 de janeiro deste ano, em uma pessoa que havia viajado para um país da Península Arábica, onde reside.


A análise genética apontou que os dois pacientes foram infectados pela mesma cepa recombinante, com 99,9% de similaridade entre os genomas virais. Como os casos ocorreram com intervalo de semanas, a OMS considera a possibilidade de existirem infecções não notificadas.


Características da nova cepa

Segundo a agência, as manifestações clínicas observadas nos dois pacientes foram semelhantes às registradas em outros clados do vírus, sem evolução para quadros graves. A origem da recombinação ainda é desconhecida, e a circulação da variante já envolve ao menos quatro países.

A OMS avalia que, devido à alta semelhança genética entre os casos, a nova cepa pode estar mais disseminada do que os dados atuais indicam. O órgão também alerta que testes laboratoriais convencionais podem não identificar vírus recombinantes, sendo necessário o sequenciamento genômico para confirmação.


O rastreamento de contatos foi concluído em ambos os episódios, sem registro de casos secundários. Ainda não há evidências de que a nova variante apresente diferenças clínicas significativas em relação às anteriores.

A recombinação, explica a OMS, é um processo natural que ocorre quando dois vírus relacionados infectam a mesma pessoa e trocam material genético, dando origem a um terceiro vírus. Apesar do reconhecimento da nova cepa, a avaliação de risco global permanece inalterada.


A agência reforça que segue monitorando a situação globalmente e oferece apoio técnico aos países, incluindo acesso a testes diagnósticos e vacinas. Também está em andamento a criação de um grupo internacional para coordenação da oferta de imunizantes.

No Brasil, a vacinação contra mpox começou em 2023, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso provisório do imunizante Jynneos, também conhecido como Imvanex, produzido pela Bavarian Nordic. A aplicação prevê duas doses com intervalo de quatro semanas.


O que é mpox?

A mpox, anteriormente chamada de varíola dos macacos, é causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus. A transmissão ocorre principalmente por contato físico direto e próximo, inclusive em relações sexuais.

Também pode acontecer por meio de contato com objetos contaminados, inalação de partículas respiratórias (em situações específicas) e da mãe para o filho.

Os principais sintomas incluem lesões ou erupções cutâneas, febre, inchaço dos linfonodos, dores no corpo, dor de cabeça, calafrios e fraqueza. Os sintomas costumam durar de duas a quatro semanas. A recomendação é procurar atendimento médico ao surgirem sinais da doença.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

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