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Onda de calor: Aproximadamente 75% das escolas estaduais do RS não têm ar-condicionado. Aulas seguem suspensas


Foto: Escola Pedro Schüler, de Portão
Foto: Escola Pedro Schüler, de Portão

Em meio à onda de calor que atinge o Rio Grande do Sul desde a semana passada, o início das aulas na rede estadual, que estava marcado para esta segunda-feira (10), foi adiado. O pedido, feito pelo sindicato dos professores estaduais que alega falta de estrutura adequada para suportar altas temperaturas em escolas da rede.


Segundo dados da Secretaria da Educação do RS, das 2.320 escolas mantidas pelo governo do estado, 633 têm aparelhos de ar-condicionado. O número representa 27,3% do total das instituições, ou seja, cerca de uma em cada quatro instituições.


Em nota, a Seduc afirma que destinou R$ 180 milhões para melhorias nas escolas da rede e que "a Secretaria de Obras Públicas (SOP) implementou mudanças em seus processos que permitem, em 2025, reformar com agilidade a rede elétrica das escolas estaduais", já que em muitos casos não há estrutura na rede para suportar a instlação de aparelhos de ar-condicionado.


Nota da Seduc


"Em preparação ao ano letivo de 2025, foram destinados R$ 180 milhões para as escolas da Rede Estadual por meio do Agiliza Educação. O programa acelera a resolução de problemas pontuais que não exigem grandes obras de infraestrutura, uma vez que os recursos podem ser utilizados em despesas de custeio, como compra de materiais didáticos e de limpeza; na compra de ar-condicionado, ventiladores contratação de serviços de pintura, reparos básico em redes hidráulicas e elétricas, inclusive na compra de lâmpadas; ou na aquisição de materiais permanentes, que abrangem equipamentos menores para laboratórios de ciência ou de informática, para cozinha, bem como brinquedos para áreas infantis, entre outros.


Em outra frente de ação, a Secretaria de Obras Públicas (SOP) implementou mudanças em seus processos que permitem, em 2025, reformar com agilidade a rede elétrica das escolas estaduais, de acordo com a definição de prioridades a partir das necessidades de cada instituição. Isso porque, no início do ano, a contratação simplificada passou a valer em todo o Rio Grande do Sul, portanto, abrangendo as 2,3 mil instituições de ensino. Em muitas delas, a necessidade de redimensionar a parte elétrica defasada surgiu com a demanda de instalação de aparelhos de ar-condicionado.


A reforma de rede elétrica é um processo criterioso e composto de etapas, a fim de garantir segurança e eficiência, de acordo com as normas técnicas vigentes. Ele começa com uma vistoria técnica para avaliar a rede elétrica, o que dá elementos para calcular a carga necessária à instalação dos equipamentos de climatização.


Os dados resultantes embasam a elaboração do projeto elétrico, que detalha as adequações necessárias, o que pode incluir a instalação de uma nova subestação elétrica que suporte o aumento de carga, assim evitando sobrecargas ou quedas de energia. Conforme o projeto, são indicados transformadores adequados para a distribuição eficiente da energia. Antes de a obra começar, é preciso aprovar o projeto na concessionária de energia local.


A execução da nova infraestrutura elétrica ocorre com a instalação da subestação, o posicionamento dos transformadores e a adaptação da rede interna para suportar os aparelhos de ar-condicionado.


Contratação simplificada


A contratação simplificada é um processo que agiliza a manutenção das escolas. Nesse modelo, a licitação é feita por blocos de escolas e há um “catálogo de serviços” à disposição da SOP para atender às demandas com maior velocidade. Não é necessário licitar cada serviço, e a escola tem uma empresa responsável pré-contratada para realizar a manutenção. Isso acelera o processo, em comparação à realização de uma licitação por obra, que no passado era o único modelo possível.


A implementação da contratação simplificada integra a recuperação da capacidade de investimento por parte do Estado. Nos últimos anos, o governo do Rio Grande do Sul realizou reformas estruturantes que permitiram que se voltasse a destinar recursos para qualificar a estrutura física das escolas da rede estadual. Essas ações são fruto da determinação do governador Eduardo Leite, no início desta gestão, de colocar a educação como prioridade de seu segundo mandato."


Fonte: G1

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