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Operação investiga participação de policial civil em esquema de eutanásias de animais


Foto: Miguel Noronha / Polícia Civil
Foto: Miguel Noronha / Polícia Civil

A segunda fase da Operação Carrasco, deflagrada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (15), trouxe novos desdobramentos sobre o esquema investigado de eutanásias irregulares de cães e gatos em Canoas. Além das prisões já realizadas, a apuração agora também mira a possível participação de um policial civil, suspeito de fornecer informações privilegiadas ao grupo investigado.

Conforme o delegado regional Cristiano Reschke, foram cumpridas medidas cautelares para coleta de provas relacionadas ao agente. Caso o envolvimento seja confirmado, ele também poderá ser indiciado pelos crimes apurados no inquérito.

A investigação aponta que o esquema utilizava a imagem de animais debilitados para sensibilizar a população e arrecadar doações por meio de campanhas virtuais. Segundo a Polícia Civil, muitos desses cães e gatos eram apresentados como casos de resgate e tratamento, mas acabavam submetidos à eutanásia mesmo quando havia possibilidade de recuperação.


Mensagens analisadas pelos investigadores indicam que veterinários chegaram a sugerir exames e tratamentos antes de qualquer decisão definitiva. No entanto, conforme a polícia, havia orientação para que os procedimentos fossem realizados sem a confirmação de diagnósticos conclusivos.

“Há registros claros de que, mesmo sem confirmação de diagnóstico, a ordem era executar. Isso agrava ainda mais a situação”, afirmou o delegado Reschke.


Outro elemento que ganhou destaque na investigação é o caso do cão Dudu, frequentemente utilizado em campanhas de arrecadação. O animal, que teve parte das patas dianteiras amputadas, tornou-se símbolo da operação e reforça a suspeita de que animais com perfis semelhantes eram usados para mobilizar doadores.


De acordo com a delegada Luciane Bertoletti, responsável pelo inquérito, o esquema teria funcionado de forma reiterada desde 2020, com centenas de campanhas realizadas nas redes sociais. A polícia investiga se parte dos recursos arrecadados era transferida para contas vinculadas ao instituto da investigada e posteriormente utilizada para fins pessoais.

As diligências seguem em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o alcance das irregularidades apuradas pela Operação Carrasco.



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