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Operação mira grupo suspeito de planejar atentados durante as eleições de 2026; mandados são cumpridos no RS e em outros quatro estados


Foto: Polícia Civil / Divulgação
Foto: Polícia Civil / Divulgação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a Operação Rede Interrompida para cumprir mandados de busca e apreensão contra oito investigados suspeitos de integrar um grupo que discutia a realização de atentados em Brasília durante o período eleitoral de 2026. As ações ocorrem no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Pernambuco.

A investigação é conduzida pela Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev), vinculada ao Departamento de Inteligência da PCDF, com apoio das polícias civis dos estados onde são cumpridas as diligências e do Ministério da Justiça e Segurança Pública.


Segundo a polícia, o inquérito teve início após o recebimento de um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A partir da análise das comunicações atribuídas aos investigados, os policiais identificaram conversas que faziam referência à organização de ações em Brasília durante as eleições de 2026.

Entre os conteúdos analisados estavam discussões sobre possíveis invasões de prédios públicos, definição de alvos, formação tática, recrutamento de participantes em diferentes estados e o compartilhamento de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios localizados na região central da capital federal.


As investigações também apontaram o compartilhamento de manuais para fabricação de artefatos explosivos. Conforme informações divulgadas pela CNN, mensagens obtidas durante a apuração indicam ainda que havia um planejamento para instalar explosivos no prédio onde seria realizado o debate presidencial entre os candidatos que disputariam o segundo turno das eleições.


As buscas têm como objetivo apreender dispositivos eletrônicos, preservar evidências digitais e materiais, identificar possíveis conexões ainda desconhecidas e esclarecer o nível de organização e o estágio de desenvolvimento das ações discutidas pelo grupo.

Os oito investigados têm entre 19 e 31 anos. Até o momento, o inquérito apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo.


A Polícia Civil destacou que, até o momento, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo. A responsabilização individual dos investigados dependerá da análise pericial do material apreendido e da conclusão das diligências, que seguem sob sigilo.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Metropoles

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