Operação prende gerente bancário e desarticula fraude de R$ 2,4 milhões no RS
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 2 horas
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A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (20) a Operação Digital Fantasma, que resultou na prisão preventiva de três pessoas envolvidas em um esquema de crimes bancários em Palmeira das Missões, no Noroeste gaúcho. Entre os detidos estão o gerente-geral de uma agência, a esposa dele e um funcionário da unidade. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 2,4 milhões.
Segundo as investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais Eletrônicos (DRCPE/DERCC), o grupo atuava há pelo menos seis meses, escolhendo contas inativas de clientes idosos, com idades entre 81 e 96 anos, além de contas pertencentes a pessoas falecidas.
Para burlar os sistemas de segurança, o funcionário utilizava sua própria impressão digital nos terminais biométricos, registrando os clientes como “analfabetos”, o que dispensaria assinatura manual e validaria as operações de forma irregular. Ele exercia a função de operador de informática na agência.
Já o gerente, conforme apurado, alterava dados cadastrais das vítimas, atribuindo rendas fictícias milionárias para inflar artificialmente o score de crédito. Com isso, empréstimos sem garantias eram liberados em nome dos clientes.
Com o objetivo de dificultar o rastreamento, os valores eram retirados em dinheiro. A esposa do gerente realizava saques fracionados, utilizando roupas e acessórios para tentar evitar identificação por câmeras de segurança. Ao todo, mais de R$ 1,4 milhão foi sacado em espécie.
A investigação teve início após a identificação de irregularidades graves nas operações de crédito da agência. A ação policial foi realizada em caráter emergencial diante do risco de destruição de provas digitais e possível intimidação de testemunhas.
“O gerente idealizava e validava as fraudes, a esposa atuava na logística dos saques e ocultação de valores, enquanto o funcionário executava a falsificação biométrica. O nome da operação faz referência ao uso de digitais falsas para ‘assombrar’ contas inativas”, explicou o delegado João Vitor Herédia.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo






























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