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PDT leopoldense é cobrado por um purismo ideológico que nunca existiu na política local e nem no Brasil - Por Bado Jacoby

As cobranças dirigidas ao PDT de São Leopoldo nos últimos dias, tanto no ambiente político quanto nas redes sociais, em relação ao suposto afastamento de seus princípios ideológicos por parte de alguns de seus integrantes, parecem carregar uma dose considerável de seletividade e até de má vontade. Episódios semelhantes e, em alguns casos, até mais controversos já ocorreram em diferentes momentos da história do próprio partido e de outras legendas, muitas vezes com o aval de lideranças históricas do trabalhismo brasileiro, entre elas o saudoso Leonel Brizola.


O chamado “puritanismo ideológico” se aproxima mais de uma construção utópica do que da realidade concreta da política. Ao longo da história, governar no Brasil significou construir alianças, negociar e compor maiorias, frequentemente reunindo forças de diferentes correntes de pensamento. Essa prática, longe de ser uma exclusividade do PDT, foi adotada por partidos dos mais variados espectros ideológicos e, em diferentes momentos, também fez parte da trajetória do trabalhismo brizolista.


É nesse contexto que entram as leituras sobre o PDT em São Leopoldo e suas articulações locais. O partido, apesar de sua tradição e relevância histórica no campo trabalhista, e mesmo tendo sido o mais votado na eleição municipal e eleito cinco vereadores(as), frequentemente não consegue consolidar, a partir de seus quadros locais, candidaturas competitivas para a Assembleia Legislativa e para a Câmara dos Deputados, o que o insere em um cenário de maior dependência de composições e alianças com outras forças políticas no plano municipal e regional. Nesse sentido, as críticas que surgem fazem parte do ambiente democrático e do embate político natural, embora a tentativa de enquadrar determinadas composições como algo excepcionalmente contraditório desconsidere a própria lógica de funcionamento dos partidos leopoldenses nos últimos anos.


Em síntese, a cobrança por uma suposta “pureza ideológica” dirigida ao PDT pode até se apresentar, em determinados contextos, como uma crítica legítima dentro do debate político. No entanto, quando observada em perspectiva mais ampla, ela tende a assumir um caráter seletivo, na medida em que desconsidera práticas semelhantes adotadas por outras siglas no cenário leopoldense, estadual e nacional. Essa seletividade, ao se concentrar em episódios pontuais de um único partido, acaba por distorcer a leitura do funcionamento real da política, que é historicamente marcada por alianças, rearranjos e pragmatismo. Nesse sentido, mais do que um juízo de coerência ideológica, o que se revela muitas vezes é uma leitura seletiva e desconectada da realidade e, em alguns casos, até pessoalizados com personagens políticos locais.


Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação

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