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Pesquisadora brasileira de universidade pública lidera testes inéditos para regeneração da medula

A bióloga brasileira Tatiana Coelho de Sampaio obteve, em janeiro de 2026, autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os primeiros ensaios clínicos em humanos com a polilaminina, uma substância desenvolvida para estimular a regeneração neural em casos de lesão medular grave. O avanço representa um dos mais promissores resultados recentes da ciência brasileira na área da neurociência e medicina regenerativa.


Professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a pesquisadora é reconhecida por identificar uma forma polimerizada da laminina — proteína naturalmente presente no organismo — capaz de favorecer a reconstrução de conexões nervosas danificadas. Estudos conduzidos ao longo de mais de uma década em laboratórios da universidade demonstraram que a polilaminina pode estimular a regeneração de fibras nervosas e recuperar funções motoras comprometidas.


Testes pré-clínicos realizados em animais indicaram recuperação significativa de movimentos após lesões severas da medula espinhal. Resultados preliminares em humanos também mostraram melhora parcial e, em alguns casos, recuperação funcional relevante, abrindo novas perspectivas para pacientes com paraplegia e outras limitações motoras.


A pesquisa contou com apoio de importantes instituições públicas de fomento à ciência, como a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, reforçando o papel estratégico das universidades públicas brasileiras na produção de conhecimento científico de alto nível.


Desde 2021, o projeto também conta com parceria da Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos, responsável pelo desenvolvimento e produção da substância em escala industrial, etapa fundamental para viabilizar sua futura aplicação clínica.


A aprovação dos testes clínicos pela Anvisa marca uma fase decisiva da pesquisa e representa um passo concreto na busca por tratamentos capazes de restaurar funções neurológicas comprometidas. O avanço evidencia, mais uma vez, a capacidade técnica, científica e inovadora das universidades públicas brasileiras e de seus pesquisadores, que seguem produzindo descobertas com potencial de impacto global na medicina e na qualidade de vida da população.


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