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Polícia apura morte de bebê de oito dias dentro de casa em Sapiranga


Imagem: reprodução.

A Polícia Civil investiga a morte de um bebê de oito dias que ocorreu dentro da casa onde morava em Sapiranga, no Vale do Sinos. O caso ocorreu durante a madrugada deste domingo (24) e é tratado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Conforme as equipes, um laudo deve indicar qual a causa do óbito. Segundo a ocorrência, durante a madrugada, uma briga entre dois grupos ocorreu perto da casa onde a família residia. Um dos grupos teria perseguido o outro, ambos em veículos distintos. Diversos vizinhos afirmaram ter ouvido disparos de arma de fogo, além de muito barulho, e a Brigada Militar foi acionada.

Conforme o relato do pai do bebê à polícia, em razão do barulho, o casal acordou assustado. O homem afirmou que foi para a frente da casa, para verificar o que ocorria e proteger a família, enquanto a mãe pegou a criança no colo e se recolheu dentro da residência.


Minutos depois, o pai retornou para dentro da casa e o casal percebeu que o bebê, que seguia no colo da mãe, não estava mais respirando. Eles pediram auxílio da Brigada Militar — que atendia a ocorrência na rua — e o bebê foi levado ao hospital, onde foi constatada a morte. Perícias foram solicitadas para verificar a causa do óbito. Conforme o chefe da investigação, Adriano Rodrigues, o casal está "muito abalado". O pai do menino foi ouvido na manhã deste domingo e a mãe deve prestar depoimento na segunda-feira (25). As equipes também farão mais diligências para investigar o caso. "Acredita-se que ele acabou falecendo nos braços da mãe, talvez por não conseguir respirar. O bebê pode ter tido uma convulsão ou entrado em estado de choque. Mas apenas a perícia vai poder aferir a causa da morte. É tratado como crime culposo, sem intenção de matar. No decorrer da investigação, será determinado o indiciamento ou não. É um caso que deverá ser bem analisado, mas em princípio não ocorreu dolo na morte da criança", explica Rodrigues.


Briga e perseguição

Conforme a polícia, o barulho ouvido

por moradores foi causado por uma briga que começou em uma lancheria no centro de Sapiranga. Um dos grupos envolvidos afirmou que parou no local para usar o banheiro, e ali começou um desentendimento com outros frequentadores. Durante a discussão, esse grupo afirmou que decidiu sair do estabelecimento e embarcou novamente no carro. No entanto, eles disseram que passaram a ser perseguidos pelos frequentadores, em outro veículo. Os dois grupos chegaram até a rua onde mora a família, que é sem saída. O grupo que tentava fugir afirmou que desceu do carro e se escondeu em uma mata no local. Já a outra turma teria estacionado o carro e passado a destruir o veículo deixado pelos desafetos, causando barulho na rua. A Brigada Militar foi acionada por moradores e acabou atendendo também a ocorrência com o bebê. A BM afirmou que fez buscas na mata e nos veículos, além de revistar os envolvidos, e não encontrou munições, projéteis ou arma no local. A polícia afirma que investiga se o barulho foi causado por arma de fogo ou pela destruição do carro. A motivação para a briga também será apurada. As 10 pessoas envolvidas na confusão na lancheria — sete homens e três mulheres — foram ouvidas na delegacia. Ninguém foi preso.


Fonte: GZH

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