Polícia Civil desarticula grupo que usava drones para entregar drogas e armas em presídios
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- há 2 horas
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A Polícia Civil, por meio da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas, deflagrou nesta terça-feira (31) a Operação Ícaro, visando desarticular uma organização criminosa que utilizava drones para levar drogas, armas, munições e celulares para dentro de presídios do Rio Grande do Sul.
Na ação, foram cumpridas quatro prisões preventivas e oito mandados de busca e apreensão em São Leopoldo, Novo Hamburgo, Canoas, Eldorado do Sul, Gravataí e Sapucaia do Sul. Foram apreendidos veículos, CPUs e aparelhos celulares.
A investigação teve início após um flagrante ocorrido na madrugada de 26 de outubro de 2024, próximo à Estrada do Nazário, nas proximidades do Complexo Prisional de Canoas. Na ocasião, um suspeito foi preso com um drone e pacotes de ilícitos prontos para lançamento nas celas. O piloto principal conseguiu fugir, mas um recibo de compra do drone em seu nome confirmou sua participação.
Em depoimento, o detido revelou que atuava como suporte no solo e recebia R$ 400 por incursão via Pix. Ele descreveu um esquema profissional e itinerante, com operadores mudando constantemente de localização. Entregas já teriam sido realizadas em presídios de Charqueadas, Sapucaia do Sul, Montenegro e Bento Gonçalves. Drones potentes transportavam até meio quilo por voo, seguindo rotas silenciosas e precisas.
O grupo funcionava como uma “terceirização do crime”, prestando serviços a organizações criminosas. As entregas eram destinadas a um detento de alta periculosidade, líder operacional de uma facção do Vale do Sinos, que coordenava atividades de dentro da cela por celular. O esquema incluía:
Líder: responsável por compras e locais de entrega;
Apoio logístico: companheira do líder preparava malotes e custeava despesas, como motos para transporte;
Operadores: pilotagem dos drones e logística no perímetro prisional.
A delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Canoas, destacou que mais de 40 drones foram interceptados em pouco tempo. “Se dezenas foram paradas, quantos milhares de quilos de entorpecentes e armas chegaram com sucesso?” questionou.
O esquema foi associado a um aumento da violência interna nos presídios, incluindo homicídios e apreensão de carregadores e munições de alto calibre. Segundo o diretor da 2ª DPRM, Delegado Cristiano Reschke, os drones tornaram-se “uma ferramenta frequente e segura para o crime, desafiando a vigilância tradicional com tecnologia avançada”.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Policia Civil RS



























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