Polícia Civil investiga mortes de seis cães no Rio Grande do Sul
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 4 de fev.
- 2 min de leitura

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) apura a morte de seis cães na região do Vale do Rio Pardo. Um dos casos envolve um animal encontrado enforcado em um matagal, no município de Vera Cruz, a cerca de 160 quilômetros de Porto Alegre. Outros cinco cães foram localizados sob uma ponte na RS-412, rodovia que divide Vera Cruz e Santa Cruz do Sul.
Segundo o delegado Róbinson Palominio, responsável pela investigação, nenhuma hipótese está descartada, mas há indícios de que os cinco cães tenham sido abandonados após a morte. “Eles aparentavam cuidados veterinários, alguns estavam com ‘bailarina’ na pata e um apresentava sinais de castração recente. Tudo indica que estavam em alguma clínica veterinária”, afirmou. A polícia pede o apoio da população para identificar possíveis tutores e avançar nas investigações.
Já em Santa Clara do Sul, no Vale do Taquari, a cerca de 120 quilômetros da capital, um cão comunitário foi resgatado nesta segunda-feira (2) após ser encontrado com dificuldades para se locomover próximo a uma lixeira, no centro da cidade. A voluntária Jenifer Hermes relata que a suspeita inicial era de atropelamento.
“Ele não conseguia mexer as patas traseiras, estava com dor e em sofrimento. É um cachorro de rua, arisco, que vive há muitos anos por aqui e que nós alimentamos”, contou.
O animal foi levado a uma clínica veterinária, onde exames constataram ferimentos causados por tiros de arma de chumbinho, com projéteis alojados na coluna, pescoço e abdômen. “No raio-x veio o susto: foram quatro tiros”, relatou Jenifer. O cão segue internado, sem risco de morte, e apresenta recuperação gradual dos movimentos. “Em poucos dias deve receber alta, mas ainda precisará de cuidados especiais. Mesmo que alguém cuide dele agora, sabemos que depois ele pode voltar para as ruas e novamente ficar em perigo”, avaliou.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: O Sul
























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