Prefeitura de São Leopoldo exonera secretário de Administração após Operação Consiglieri
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- 22 de dez. de 2022
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A Prefeitura de São Leopoldo exonerou, na manhã desta quinta-feira (22), o secretário de Administração, Thiago Gomes, após a Polícia Civil desencadear a Operação Consiglieri. O titular da pasta é suspeito de envolvimento em prática reiterada de delitos de concussão contra o erário municipal de São Leopoldo e por associação criminosa estável, segundo a PC.
Em nota, a Administração Municipal reiterou que "zelando pela conduta ética e adequada dos princípios públicos, estamos contribuindo com todos os processos de investigação para que os fatos sejam apurados".
As investigações tiveram início depois que denúncias sobre o caso chegaram ao conhecimento da Polícia. Conforme o apurado, um vereador da Câmara de São Leopoldo exigiria valores de servidores ocupantes de cargos comissionados, sob pena de exoneração e futura perseguição política para quem se recusasse a realizar pagamentos mensais – ato conhecido como "rachadinha”, prática antiga e corrupta, relacionada ao poder de indicação de cargos na Administração Pública. Essa é a primeira legislatura do vereador que, anteriormente, teria exercido cargo de secretário municipal.
Ainda conforme investigações, o vereador e a companheira dele recebiam mensalmente, em dinheiro, ou via transferências PIX, valores extorquidos que variavam de R$600 a R$ 2.500, a depender do cargo exercido pelo servidor em cargo em comissão e cuja indicação política teria sido do investigado. A investigação ainda constatou a evolução patrimonial abrupta do investigado a partir do ingresso dele nos cargos políticos.
Junto do investigado ainda compõe a associação criminosa indivíduos ocupando a Secretaria de Administração, junto ao Serviço Municipal de Água e Esgoto, e o chefe de gabinete do vereador.
Procurado pela reportagem, o agora ex-secretário afirmou que está de férias e ainda não tem conhecimento da exoneração.
Cobrança irregular para expedição de alvarás
Durante a investigação, apurou-se também denúncias sobre exigências de valores para liberação de alvarás junto à secretaria da prefeitura, quando, supostamente, o mesmo vereador e um assessor teriam exigido R$ 8 mil para liberação de alvará de funcionamento para empreendimentos comerciais.
Ainda conforme nota da prefeitura, "com relação às denúncias envolvendo alvarás, referidas na Operação, a Administração Municipal informa que nunca houve registro oficial envolvendo este tema e determinou a imediata abertura de processo administrativo para apurar tais fatos, do período 2017/2020".
Durante as investigações, o vereador teria tentado intimidar testemunhas, dizendo-se “poderoso”, com “amigos policiais e Delegados” e que perseguiria politicamente quem colaborasse com a instrução. A Polícia Civil também investigou um indivíduo que há 30 anos exerce cargos comissionados e funções de confiança na Administração Municipal e que é considerado por muitos como o “padrinho” político do vereador.
Diante dos fatos, a Polícia Civil representou por medidas cautelares, sendo expedidas ordens judiciais de afastamento de funções públicas dos investigados, busca e apreensão, bloqueio financeiro dos investigados, no total de R$ 100 mil; sequestro de imóvel e veículos, tudo adquirido após a exigência dos valores dos cargos em comissão.
Guilbert Trendt, da Redação Start com informações da Polícia Civil
























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