Presidente do Paraguai renuncia em meio à crise bancária e à pressão por impeachment

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quinta-feira (5) que decidiu renunciar ao cargo em meio à crise política e financeira provocada pela intervenção no Ueno Bank, uma das maiores instituições digitais do país. A decisão ocorre enquanto o Congresso debate um pedido de impeachment apresentado por parlamentares.
Em comunicado divulgado nas redes sociais, Peña afirmou que tomou a decisão pensando na estabilidade do país, na paz social e na preservação das instituições democráticas. Ele também declarou respeito à Constituição e aos mecanismos institucionais paraguaios.
A crise ganhou força após o Banco Central do Paraguai determinar, em 3 de novembro, a suspensão das operações do Ueno Bank e iniciar um procedimento de resolução da instituição, após identificar problemas de solvência. A medida deixou milhões de clientes sem acesso às contas e provocou manifestações e preocupação no sistema financeiro.
O pedido de impeachment foi apresentado por 35 deputados, que apontam possíveis conflitos de interesse e questionamentos sobre a relação de Peña com o grupo controlador do banco. O presidente foi acionista da holding ligada à instituição até março de 2025.
A crise também atingiu o Banco Central paraguaio. Carlos Carvallo, que presidia a autoridade monetária desde 2023 e já havia comandado o Ueno Bank, deixou o cargo.
A renúncia de Peña deverá seguir os trâmites institucionais previstos na Constituição do Paraguai. O vice-presidente Pedro Alliana é apontado como provável sucessor.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Metrópoles

























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