Primeiro padre exorcista da Serra Gaúcha assume função e já tem fila de espera
- Start Comunicação

- há 1 hora
- 2 min de leitura

A Diocese de Caxias do Sul nomeou, em julho, o primeiro padre oficialmente responsável pelo Ministério do Exorcismo na Serra Gaúcha. Aos 38 anos, o padre Daniel D’Agnoluzzo Zatti já enfrenta uma fila de espera que pode chegar a um mês para os atendimentos.
A função, que desperta curiosidade e também muitos mitos, atende fiéis dos 32 municípios que integram a Diocese de Caxias do Sul. Mas, ao contrário do que costuma aparecer nos filmes, o trabalho não começa com um ritual de exorcismo.
O sacerdote montou uma equipe com 12 pessoas, incluindo profissionais das áreas de psicologia, psiquiatria e neurologia. A proposta é avaliar cada situação antes de considerar qualquer possibilidade de manifestação sobrenatural.
Segundo o padre, apenas 5% a 10% dos casos chegam efetivamente à etapa do Ministério do Exorcismo. A maioria é relacionada a questões emocionais, psicológicas ou psiquiátricas e recebe outro tipo de encaminhamento. Entre os relatos apresentados estão pessoas que dizem ouvir barulhos, perceber acontecimentos inexplicáveis ou passar por situações que atribuem a forças sobrenaturais.
O que acontece no exorcismo?
Quando o caso chega ao ritual, o procedimento também é bem diferente do imaginário criado pelo cinema. Na Igreja Católica, o exorcismo é realizado como uma oração litúrgica, seguindo um rito oficial aprovado pelo Vaticano.
O ritual dura aproximadamente 30 minutos e utiliza símbolos religiosos, como crucifixo e água benta. Também há testemunhas durante o procedimento. A identidade das pessoas atendidas e o local dos rituais são mantidos em sigilo. Entre os sinais que, segundo a tradição católica, podem levar à investigação de uma possível possessão estão relatos de falar idiomas desconhecidos, força física considerada incomum e aversão intensa a símbolos religiosos. Esses sinais, porém, não são analisados isoladamente.
A nomeação do padre é inédita na história recente da Diocese de Caxias do Sul. O último registro oficial de um exorcismo na região remonta a 1947, em Farroupilha. O trabalho do novo exorcista, portanto, começa longe das cenas de terror do cinema, na vida real, primeiro vem o acolhimento, depois a avaliação e, somente em casos considerados necessários pela Igreja, o ritual.
FONTE: Pioneiro
























Comentários