Protestos no Irã elevam tensão com EUA e governo fala em negociação e confronto
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 12 de jan.
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O chanceler do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta segunda-feira (12) que o país está preparado para uma eventual guerra, mas também disposto a negociar, após os Estados Unidos voltarem a ameaçar uma intervenção militar caso não cesse a repressão aos protestos que ocorrem no país.
As manifestações, que começaram em 28 de dezembro motivadas pelo aumento do custo de vida, transformaram-se em um movimento contra o regime teocrático iraniano. Segundo a ONG Iran Human Rights (IHR), ao menos 192 manifestantes morreram desde o início dos atos, embora o número real possa ser muito maior. A entidade também registra mais de 2.600 detenções.
Mesmo com o bloqueio da internet imposto pelas autoridades desde 8 de janeiro, imagens que circularam por meio de conexões satelitais mostram grandes protestos em Teerã e em outras cidades. Vídeos verificados pela AFP indicam a presença de corpos em frente a necrotérios da capital, enquanto familiares buscam por desaparecidos.
Diante da pressão internacional, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo que líderes iranianos demonstraram interesse em negociar, mas não descartou uma ação militar. “Talvez tenhamos que agir antes de uma reunião”, disse, mencionando que o Exército americano avalia “opções muito fortes”.
Araqchi declarou que o Irã “não busca a guerra”, mas ressaltou que qualquer negociação deve ocorrer “com igualdade de direitos e respeito mútuo”. O governo iraniano decretou três dias de luto nacional em homenagem a integrantes das forças de segurança mortos durante os protestos.
As autoridades iranianas afirmam compreender as reivindicações econômicas da população, mas acusam grupos externos, como Estados Unidos e Israel, de incentivar a violência. Já o presidente Masud Pezeshkian convocou a população para marchas em apoio ao regime, enquanto líderes da oposição no exílio seguem incentivando as forças de segurança a apoiar os manifestantes.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

























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