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"Que comecem os jogos..." - Por Daniela Bitencourt Andara

Divido com vocês uma notícia curiosa que recebi esta semana:

Segundo fontes "altamente confiáveis", a comissão técnica da Seleção Brasileira resolveu mudar completamente o seu plantel nos próximos jogos da copa. Depois de muitos estudos táticos, concluiu-se que, para representar verdadeiramente a Seleção Brasileira, talvez precisasse convocar outros "jogadores".


Os escolhidos seletivamente foram:


Para o gol, uma mãe.


Ninguém, como ela, desenvolve reflexos tão rápidos, resolve muitos problemas com rapidez, protege o seu espaço e nunca, de forma alguma deixa a "peteca cair", digo, a bola entrar. Percebe com rapidez quando algo está prestes a dar errado e ainda "organiza o meio de campo".


A zaga, ficará com os aposentados pois, se são acostumados a enfrentar filas e burocracias, sobrevivendo constantemente a sistemas fora do ar, dificilmente se intimidarão diante dos adversários.


Os professores ficarão com as laterais.


Esses correm o tempo todo, cobrem muitos espaços deixados por outros, administram conflitos, incentivam quem mais precisa e continuam acreditando no resultado mesmo quando o placar parece desfavorável.


No meio-campo foram escalados os motoristas (de aplicativo, caminhão, ônibus...). São observadores, se destacam por sua incrível capacidade de encontrar caminhos quando todos os demais parecem bloqueados.


Para o ataque, uma dona de casa. Especialista em resolver "o jogo", transformar pouco em muito e fazer milagres todos os dias.


Mas ainda faltava escolher o capitão.


Depois de muitas reuniões, a comissão chegou a um consenso:


O capitão seria o brasileiro comum.

Que acorda cedo, trabalha, cuida da família, faz planos, enfrenta dificuldades e segue firme mesmo quando a fé parece falhar. Com essa experiência toda, poderia, tranquilamente, liderar a equipe toda.


A estreia dessa maravilhosa Seleção acontece justamente hoje.


Coincidentemente, também é dia de jogo da verdadeira Seleção Brasileira.


E, particularmente, é por isso que eu gosto tanto desses dias.


Por algumas horas, deixamos de lado nossas diferenças.

A camisa verde/amarela fala mais alto e reaparece. Os palpites surgem, os bolões também e há uma discreta esperança que toma conta da gente.


Alguns chamam isso de espírito competitivo do futebol.


Eu já acho que é orgulho e pertencimento.


Porque hoje e nos demais dias de jogos, torceremos apesar de toda as dificuldades e dos perrengues diários.


Nos uniremos para assistir aos jogos e nos emocionaremos ao ouvirmos o hino. Ficaremos nervosos, e quem sabe, soltaremos até algum palavrão quando algo ficar tenso.


Mas sabe de uma coisa? Se ganharmos os jogos ou não....Tudo vai dar certo! Porque Deus é Brasileiro e nós não desistimos nunca!


Boa Sorte Brasil!



Daniela Bitencourt Andara, é Pedagoga e Professora da Rede Municipal de São Leopoldo

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