Rede interestadual de tráfico de drogas é alvo do Denarc em 8 cidades gaúchas

A Polícia Civil prendeu em flagrante, na manhã desta quinta-feira (4), seis pessoas suspeitas de fazer parte de uma organização criminosa do Rio Grande do Sul que trafica drogas pelos Correios escondidas dentro de caixas de som, livros, brinquedos e utensílios domésticos, como panelas de pressão. Os presos devem ser encaminhados para uma delegacia de polícia e, depois, para casas prisionais.
São cumpridos 15 mandados de busca e apreensão em residências, bem como estabelecimentos comerciais e empresariais, em Porto Alegre, Canoas, Viamão, Gravataí, Butiá, Charqueadas, Canela e Santo Antônio da Patrulha. Os alvos são, principalmente, destinatários dos produtos. Quinze pessoas já foram identificadas pela polícia como suspeitas de envolvimento no esquema.
Além das prisões, houve a apreensão de drogas como ecstasy, LSD, haxixe e maconha, além de anabolizantes, substâncias estéticas e dinheiro. A quantidade do que foi apreendido ainda não foi contabilizada.
De acordo com o delegado Gabriel Borges, responsável pela Delegacia de Investigações do Narcotráfico (DIN), a operação é resultado de seis meses de investigação, que começou no final de 2022 após o esquema ter sido descoberto.
"Os investigados adquirem entorpecentes, principalmente do Rio de Janeiro, Florianópolis e São Paulo, e fazem uma espécie de mascaramento por meio de transportes rodoviários, de modo a evitar a intervenção policial. Desta forma, os entorpecentes chegam até os destinos como se fosse produtos lícitos, seja por meio de transportadoras ou dos Correios", explica o delegado Borges.
A descrição das embalagens também tentava ocultar a identificação dos itens, mencionando se tratar de utensílios domésticos, brinquedos e livros.
Com a participação da Receita Federal, foi possível interceptar remessas ao longo da investigação, sendo apreendidos 4.182 comprimidos de ecstasy, 1,5 kg de maconha, 370 gramas de haxixe e 257 gramas de MDMA.
Além de drogas, também eram traficados remédios abortivos, anabolizantes e itens estéticos – tudo sem a devida procedência e controle de qualidade.
Fonte: g1

























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