Roberto Jefferson compara ministra Cármen Lúcia com uma "prostituta"
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- 22 de out. de 2022
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O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) distribuiu ofensas à ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Cármen Lúcia por votar a favor de punir a emissora Jovem Pan após a transmissão de declarações falsas contra o candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em um vídeo, de cerca de 1 minuto, divulgado nesta sexta-feira (21), o petebista comparou a ministra com uma "prostituta" por ter acompanhado o voto do ministro relator, Alexandre de Moraes.
"Fui rever o voto da Bruxa de Blair, da Cármen Lúcifer, na censura prévia à Jovem Pan, e não dá para acreditar", disse o parlamentar. "Lembra mesmo aquelas prostitutas, aquelas vagabundas, arrombadas, que viram para o cara e dizem: 'Benzinho, no rabinho é a primeira vez'. Ela fez pela primeira vez. Abriu mão da inconstitucionalidade pela primeira vez.
Bruxa de Blair, é podre por dentro e horrorosa por fora. Uma bruxa, uma bruxa. Se puser um chapéu bicudo e uma vassoura na mão, ela voa. Deus me livre dessa mulher que tá aí nessa latrina que é o Tribunal Superior Eleitoral", concluiu.
Jefferson, que já é conhecido por tumultuar o processo eleitoral e atacar instituições democráticas, está em prisão domiciliar pelo inquérito das milícias digitais. Sua prisão preventiva foi decretada em agosto de 2021 por determinação de Moraes.
Em dezembro, o ministro havia negado um pedido de soltura do ex-deputado, mas, em janeiro deste ano, por questões de saúde, Moraes autorizou que ele cumprisse prisão domiciliar.
A filmagem foi publicada no Twitter no perfil de sua filha, a ex-deputada federal Cristiane Brasil (PTB), que escreveu na publicação: "Meu pai voltou com toda sua indignação! Depois tem quem diga que ele exagera, que não tem razão? ah não? O que aquela bruxa horrorosa fez foi digno de alguma punição severa! Tipo impeachment! Mas o escr*to do Pachecuzinho querendo ser ministro não vai fazer JAMAIS!".
Com indignação, a deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB) já disse ter acionado parlamentares de sua bancada para formalizar uma representação contra Jefferson. "É repugnante assistir, inacreditável que um cidadão tenha coragem de se referir naqueles termos a uma mulher, ainda mais uma mulher ministra da maior Corte de justiça do país", disse. "Nós não podemos aceitar nenhum desrespeito às mulheres e uma mulher que tem o poder de decidir sobre o país não pode ser intimidada como Roberto Jefferson tenta intimidar", acrescentou.
As assessorias do Supremo Tribunal Federal (STF) e do TSE ainda não se pronunciaram.
Fonte: O Estado de Minas
























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