Saúde leopoldense tem momento importante, mas maioria dos vereadores não comparece — Por Bado Jacoby
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- há 3 dias
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A realização da 32ª edição do Boletim Socioeconômico Trimestral da ACIST-SL, ocorrida na manhã desta sexta-feira (22), na Câmara Municipal de São Leopoldo, levou para a Casa do Povo, um debate técnico, responsável e baseado em dados concretos sobre a situação da saúde leopoldense.
O painel, promovido pela ACIST-SL com apoio do Legislativo e dados levantados pelo Núcleo de Excelência, Competitividade e Economia Internacional da Unisinos, apresentou um verdadeiro raio-x da saúde pública do município. Foram debatidos indicadores relacionados à atenção básica, saúde materno-infantil, vacinação, mortalidade infantil, aplicação de recursos e outros pontos extremamente sensíveis para uma das áreas mais desafiadoras da gestão pública local.
E justamente por tratar de um dos temas mais urgentes e delicados da cidade, chamou atenção a baixa participação da maioria dos vereadores e vereadoras de São Leopoldo no encontro realizado, inclusive, dentro da própria Câmara Municipal. Estiveram presentes, apenas três vereadores (Daniel Daudt, Fabiano Haubert e Johnson Souza). Muito pouco para um assunto tão importante e com a riqueza de informações oferecidas.
Em um momento em que a saúde pública ocupa diariamente o centro das reclamações da população, seja nas filas, nas dificuldades de atendimento, na falta de estrutura ou nos desafios financeiros do sistema, era natural imaginar que o evento teria ampla presença dos parlamentares municipais. Afinal, discutir saúde pública vai muito além da disputa política cotidiana ou dos vídeos para redes sociais, O debate e busca de soluções concretas, exige aprofundamento, compreensão técnica e participação efetiva nos espaços de debate.
A iniciativa da ACIST-SL merece reconhecimento justamente por isso. O setor empresarial, muitas vezes criticado por não participar dos debates públicos da cidade, mostrou preocupação com um tema central para São Leopoldo e promoveu um encontro qualificado, trazendo números, diagnósticos e reflexões importantes sobre os rumos da saúde municipal.
No entanto, ficou a sensação de que parte da classe política local perdeu uma oportunidade importante de ouvir especialistas, compreender indicadores e participar de uma discussão estratégica para o futuro da cidade.
Debater saúde pública exige presença, responsabilidade e disposição para encarar a realidade além do discurso fácil. E nesta sexta-feira, quem ocupou esse espaço foi muito mais a sociedade civil organizada do que a própria classe política leopoldense.
Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação
























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