Sessão da CPMI do INSS termina em confusão e vitória da oposição
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS
- há 9 horas
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Após articulação do governo, a CPMI do INSS aprovou, nesta quinta-feira (26), todos os requerimentos que estavam em pauta. As solicitações miravam, entre outros, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master, além de ex-parlamentares e investigados pela Polícia Federal suspeitos de participação em um esquema fraudulento de descontos associativos. Também foi citado o nome da presidente do Palmeiras, Leila Pereira.
O governo trabalhou para que os 87 requerimentos fossem votados em bloco e, posteriormente, derrubados. A oposição defendia a votação individual de cada item. Ao final, em votação simbólica, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), proclamou a vitória da oposição.
A reunião acabou marcada por confusão. A sala da comissão virou palco de bate-boca, a sessão foi interrompida e a TV Senado suspendeu a transmissão.
A sessão desta quinta é considerada uma das mais importantes da reta final dos trabalhos, já que os requerimentos aprovados deverão ser analisados antes de 28 de março, data em que termina o prazo de funcionamento da comissão.
Durante o tumulto, membros da base governista avançaram em direção à mesa onde estavam o presidente e o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). A Polícia Legislativa e parlamentares da oposição tentaram conter a aproximação.
O clima ficou ainda mais tenso após um desentendimento entre os deputados Rogério Correia (PT-MG), da base governista, e Evair Vieira de Melo (PP-ES), da oposição.
Governistas defenderam a votação em bloco alegando que havia uma suposta blindagem por parte do presidente da CPMI. Segundo eles, apenas requerimentos favoráveis à oposição estariam sendo pautados.
Parlamentares do PT também pressionaram para que a comissão analisasse pedidos envolvendo o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto, integrantes da Igreja Lagoinha — da qual Carlos Viana faz parte — e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo


