São Leopoldo: em sessão na Câmara, CEPROL faz relato de violência contra professores(as) nas escolas municipais
- Start Comunicação

- 4 de jun. de 2025
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SÃO LEOPOLDO: a violência nas escolas contra professores(as) , uma chaga que há muito tempo faz parte do cotidiano escolar , foi o assunto principal da fala da Professora Cris Mainardi, Presidente do Sindicato dos Professores (as) Municipais de São Leopoldo - CEPROL.
Conforme a Presidente do CEPROL, a entidade tem recebido denúncias de inúmeros casos de violências que atingem a categoria de professores (as) municipais leopoldenses, geralmente cometidos por estudantes e familiares que demonstram hostilidade através de ofensas, ameaças, intimidações, agressões verbal, moral, psicológica e até física.
"É preciso reconhecer que as violências sofridas muitas vezes estão relacionadas às questões de gênero, por sermos uma categoria formada em sua grande maioria por mulheres". Declarou Cris Mainardi.
ABAIXO, ALGUNS TRECHOS DA FALA DA PRESIDENTE DO CEPROL NA SESSÃO DESTA TERÇA-FEIRA (03), NA CÂMARA DE VEREADORES
Somos mulheres trabalhadoras, profissionais da educação, especialistas com mestrado e doutorado que se dedicam à educação das crianças e jovens do nosso município. Porém, estamos ficando sobrecarregadas, cansadas, tristes e com medo. A periculosidade e a insalubridade se tornaram sinônimos da nossa profissão. O apagão docente é uma realidade: "jovens já não querem este ofício e profissionais estão abandonando a carreira".
As professoras estão adoecendo pois vivenciam a precarização da educação, baixos salários, salas de aula lotadas, falta de investimentos e a estrutura não é suficiente para atender a população, pois há muitos anos não se constrói nenhuma escola nova em São Leopoldo.
Os governos, as famílias e a sociedade colocam sobre os ombros da docência toda a responsabilidade pela educação. As políticas públicas da educação são um engodo: "não existe inclusão de verdade, não existe valorização profissional e não existe preocupação com aprendizagem". A culpa é de um sistema que trata estudantes e professores(as) como índices, obrigados ao avanço escolar sem a aprendizagem.
A educação deve ser formada por uma rede de proteção que envolve o Estado, a família, a escola, a saúde, a assistência social, a segurança e outros agentes. Queremos garantir a educação como um direito e a inclusão com qualidade, o que exige recursos públicos em educação: concurso público, bidocência, recursos humanos, redução do número de estudantes por turma, construção de novas escolas, condições dignas de trabalho e garantia das aposentadorias. As escolas cívico-militares e polícia na escola, não são a solução.
Como um espaço coletivo, os problemas sociais acabam refletindo na escola. As comunidades escolares, que são formadas por estudantes, famílias e profissionais da educação precisam se unir em luta coletiva por uma cultura da paz e buscar juntos(as) a solução de conflitos, pois a escola é um local de diálogo, de democracia, de conhecimento, de transformação e sozinha não dará conta de garantir uma educação de qualidade.
Aproveitamos para destacar que desacatar servidores(as) públicos no exercício da função é crime previsto no código penal, Art 331, passível de pena de detenção de até 2 anos. O Ceprol coloca toda sua estrutura e aparato jurídico para defender a educação e a nossa categoria destas violências.
Quando um(a) professor(a) sofre uma agressão, a escola é ferida e toda a sociedade sofre, o conhecimento sangra e o futuro se apaga. Precisamos defender a educação pública! Precisamos defender a escola pública! Precisamos defender, respeitar e valorizar os e as professores(as) que são nossos(as) profissionais capacitados(as) para garantir a educação de nossas crianças e adolescentes do município de São Leopoldo.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br

































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