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Terceirização da saúde em São Leopoldo virou sinônimo de precarização - Por Bado Jacoby

A crise da saúde pública em São Leopoldo não começou agora. Ela é consequência de décadas de más gestões, loteamentos políticos e da ausência de um enfrentamento sério dos problemas estruturais da saúde básica do município. Ao longo dos anos, foram criados mecanismos confusos, desconectados entre si e sem uma política integrada capaz de organizar o sistema de forma eficiente.


Hoje, a impressão que fica para a população é preocupante: Secretaria da Saúde, Hospital Centenário e Fundação Municipal de Saúde parecem atuar sem sintonia e, muitas vezes, sem clareza sobre suas próprias atribuições. O resultado desse gigantismo desorganizado é uma estrutura pesada, burocrática e incapaz de responder com agilidade às necessidades da população.


Mas o cenário se agrava ainda mais com o avanço das terceirizações e até “quarteirizações” dentro da saúde pública. São dezenas de empresas e organizações atuando praticamente de forma independente dentro da rede municipal, muitas delas contratadas sob a justificativa de serem entidades sem fins lucrativos, embora, na prática, muitas vezes funcionem apenas como mecanismos para vantagens fiscais e flexibilização de contratos.


O mais grave é que a saúde básica do município se tornou refém desse modelo. Empresas sem estrutura comprovada ou capacidade técnica adequada seguem operando serviços essenciais, enquanto os problemas se acumulam.


Nos últimos dias, a Secretaria da Saúde tem gasto mais tempo explicando crises envolvendo terceirizadas do que apresentando soluções concretas para os problemas da pasta. As justificativas de pendências financeiras precisam ser esclarecidas com transparência. A população tem o direito de conhecer planilhas, contratos, valores pagos e até o histórico dessas relações. Uma auditoria séria talvez já devesse ter sido realizada. Sem uma solução urgente para o problema das terceirizações, toda medida na saúde seguirá sendo apenas enxugar gelo.


Na prática, as terceirizações não entregam o retorno esperado e seguem comprometendo toda a estrutura da saúde básica. Não há mais espaço para notas superficiais e explicações genéricas.


E o desgaste político já começa a ser percebido. A cada nova crise, cresce a sensação de desorganização, falta de comando e ausência de respostas efetivas. A saúde pública sempre foi uma das áreas mais sensíveis para qualquer governo, e a insistência em um modelo que acumula problemas pode cobrar um preço político alto mais adiante.


Bado Jacoby, é apresentador e repórter da Start Comunicação

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