Trensurb promove seminário sobre prevenção e diagnóstico precoce do câncer de próstata
- Andressa Brunner Michels - Jornalista - MTB 19281/RS

- 19 de nov.
- 2 min de leitura

O auditório da Trensurb recebeu, na tarde desta segunda-feira (17), o seminário “Novembro Azul: A Importância da Detecção Precoce do Câncer de Próstata”. A atividade, voltada aos metroviários, foi promovida pelo Setor de Responsabilidade Social e pelo Núcleo de Apoio à Diversidade da empresa, com o objetivo de incentivar o diálogo sobre prevenção e diagnóstico de um dos tipos de câncer mais comuns entre homens.
Participaram como palestrantes o médico do trabalho da Trensurb, Renato Souza Rodrigues, e o urologista e andrologista Sérgio Augusto Portugal Gomes.
Renato iniciou o encontro apresentando dados da Sociedade Brasileira de Urologia, que apontam aumento de 21% nos casos de câncer de próstata na última década. A partir desse panorama, destacou a divergência entre recomendações de órgãos de saúde sobre quando iniciar a avaliação preventiva, especialmente por meio do exame PSA (antígeno prostático específico).
Ele lembrou que, enquanto entidades como a Organização Mundial da Saúde não recomendam o rastreamento de homens assintomáticos, o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Urologia orientam o início da avaliação aos 50 anos — ou aos 45 para homens negros, obesos ou com histórico familiar. “Há especialistas contrários ao exame de rotina em homens sem sintomas, por possíveis riscos associados. Outros defendem sua realização. Na Medicina do Trabalho, podemos oferecer o PSA no check-up, mas persiste a dúvida: devemos solicitar o exame para todos os homens a partir dos 50 anos?”, ponderou.
Em seguida, Sérgio defendeu a importância dos exames preventivos independentemente de sintomas. “Com ou sem histórico familiar, é fundamental realizar exames a partir dos 45 ou 50 anos. Quem tem histórico pode começar aos 40. Apesar de raro, não é impossível surgirem casos antes disso. Por isso, não considero adequado deixar essa decisão apenas a critério do paciente”, afirmou.
O urologista ressaltou que o diagnóstico não se baseia apenas no PSA, reforçando a necessidade do toque retal e, quando indicado, exames complementares como tomografia, cintilografia ou biópsia. “Quando identificado no início, o câncer de próstata tem altas taxas de cura”, destacou.
Ele também enfatizou a importância de hábitos saudáveis para reduzir riscos — como atividade física regular e alimentação equilibrada — e alertou contra o uso de hormônios sem prescrição médica. “Precisamos investir em qualidade de vida desde cedo, permitindo que o corpo funcione de forma natural”, disse.
No encerramento, Sérgio explicou a anatomia do sistema reprodutor masculino, detalhou como são realizados os exames e apresentou sinais que merecem atenção, diferenciando alterações naturais do envelhecimento de possíveis sintomas da doença. Ao final, respondeu perguntas dos participantes, incluindo mulheres interessadas em compreender melhor os cuidados voltados aos homens e jovens.
Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Trensurb































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