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Vacina contra gripe está disponível, mas adesão segue baixa em São Leopoldo

Foto: Mariana Santos
Foto: Mariana Santos

A baixa cobertura vacinal tem provocado um cenário alarmante no Rio Grande do Sul. Segundo a coordenadora de imunizações da Secretaria de Saúde de São Leopoldo, Karen Carvalho, mais de 90% das pessoas internadas por complicações da gripe não tomaram a vacina. O dado foi mencionado também pela secretária estadual da Saúde, Rita Bergmann, e reforça a gravidade da situação vivida atualmente nas redes pública e privada de saúde.


Durante a conversa ao Programa Start News, Karen, que há anos atua na linha de frente das campanhas de vacinação, destacou que o surto de influenza registrado em 2025 decorre diretamente da queda nos índices de vacinação, observada em todo o Brasil desde 2013. “A vacina contra a gripe está disponível desde abril, antes mesmo da chegada do frio. Mesmo assim, a procura foi baixa, o que contribuiu para o aumento de casos graves e internações. O que estamos vivendo agora é resultado de dois anos de baixa imunização”, afirmou.


A vacina contra a gripe é trivalente, ou seja, protege contra três tipos de vírus e precisa ser aplicada anualmente, já que a cepa do vírus muda com frequência. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm resistência à imunização, seja por acreditarem em Fake News, seja pela falsa sensação de segurança ao não ver as doenças circulando, comenta Karen.

De acordo com a coordenadora, além do negacionismo, a rotina agitada da população também contribui para o esquecimento da vacinação. “As pessoas deixam para depois, e quando percebem, já estão doentes”, lamenta. Ela também ressaltou que o impacto da desinformação é profundo. “Alguns só mudam de opinião quando alguém da família adoece gravemente”, completou. A queda nas coberturas vacinais não se limita à gripe. Doenças que estavam controladas, como o sarampo e a coqueluche, voltaram a preocupar autoridades de saúde. “Já recebemos alertas para intensificar a vacinação contra o sarampo. É um cenário preocupante, ainda mais se somarmos com dengue e outras doenças”, explicou. Karen reforçou que a vacina contra a gripe está disponível em todas as salas de vacinação de São Leopoldo, além da unidade móvel, que realiza ações externas. Mesmo com os desafios provocados pela enchente que atingiu a cidade, todas as salas foram reativadas.


 “A vacina é um ato de prevenção. A gente precisa tomar antes da doença circular. Não adianta correr atrás da vacina quando a doença já está instalada. A vacinação é um compromisso com a saúde individual e coletiva”, concluiu. A vacinação contra a Influenza está liberada para toda a população a partir dos seis meses de idade. A campanha, que antes priorizava grupos específicos, foi ampliada diante da baixa adesão e da necessidade de aumentar a cobertura vacinal. “Ela está liberada geral”, afirmou Karen. “A gente vacinou recentemente uma senhora com mais de 100 anos de idade, então não há limite de idade. Toda a população pode e deve se vacinar.”


Falta de carteirinha não impede vacinação


A perda das carteirinhas de vacinação também é algo recorrente da população. Segundo Karen, quem perdeu o documento pode procurar a unidade de saúde mais próxima para emissão da segunda via. A Vigilância em Saúde também disponibiliza a retirada da carteirinha previamente solicitada nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Temos diversas carteirinhas prontas, mas muitas pessoas ainda não buscaram. Quem tiver dificuldade de deslocamento pode nos procurar pelo Zap da Saúde, solicitar e depois apenas retirar o documento”, orientou. O novo número do Zap da Saúde São Léo é (51) 9 9557-8541.


A partir de 2017, o município passou a integrar os dados vacinais em um sistema digital, o que permite acessar o histórico de imunização. “Se a vacina foi feita a partir de 2017, conseguimos consultar e orientar o paciente sobre o que falta. Para vacinas mais antigas, a gente avalia pela faixa etária e segue o calendário oficial a partir dali”, completou.


Outro recurso disponível é o acesso ao histórico de vacinação via o aplicativo meu SUS Digital, vinculado à conta gov.br. “Lá aparecem não só as vacinas contra a COVID-19, mas também as de rotina, como febre amarela, tétano e outras. É um avanço importante no controle vacinal individual”, destacou Karen. A profissional também alertou para a baixa adesão entre adultos jovens, que frequentemente negligenciam a vacinação. “Eles não se sentem vulneráveis e acabam sendo vetores da doença. A vacina não é só proteção individual, é um ato coletivo de cuidado”, afirmou.


Sobre a possibilidade de reverter a queda histórica nas coberturas vacinais, Karen foi enfática: “Acredito que sim. Com campanhas constantes, apoio da mídia, das lideranças comunitárias e, principalmente, com informação correta, conseguimos mudar esse cenário. Vacina é um direito, mas também um dever com a coletividade.”, finaliza.


Da Redação www.startcomunicacaosl.com.br - Por Mariana Santos - Jornalista MTB 19788


Assista a entrevista completa:



 

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