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Vanazzi se manifesta contra emprego de dinheiro do governo estadual para obras federais


O prefeito de São Leopoldo, Ary Vanazzi, que também preside a Associação Brasileira de Municípios (ABM), defende que os prefeitos representantes de associações regionais do Rio Grande do Sul manifestem-se com posição contrária ao projeto do governo estadual de repassar dinheiro, cerca de R$ 490 milhões, dos cofres do Estado, para obras em rodovias federais. A Famurs (Federação das Associações dos Municípios do RS) chamou um debate sobre o tema nesta quarta-feira, dia 25, houve uma maioria de votos contra, mas depois o assunto polemizou e deve ser rediscutido por cada associação em particular para depois ser tirada a posição oficial. "Como presidente da ABM, entendo que os municípios devem ficar muito atentos a estas políticas que só tiram dinheiro dos cofres municipais; Nós prefeitos contamos apenas com emendas parlamentares para receber parcos recursos, e o governo federal fica distribuindo dinheiro no Orçamento Secreto e não investe nas obras que são de sua responsabilidade", diz o prefeito leopoldense.


Segundo Vanazzi, os municípios já vêm sofrendo bastante com falta de recursos, sem investimentos dos governos federal e estadual e a situação ficará ainda mais complicada caso seja aprovado o PL que reduz o ICMS sobre os combustíveis, afetando mais uma vez as Prefeituras. "Aqui em São Leopoldo, por exemplo, as perdas podem chegar a R$ 15 milhões no ano. Não há compensação alguma para os municípios, que sempre são os prejudicados por essa política de desrespeito a estes entes federados", critica o prefeito. A ABM inclusive enviou carta de protesto ao presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, contra a votação do PL.


"Além de todas essas dificuldades, o governo do Estado quer tirar dinheiro dos gaúchos e bancar obras federais. Mas cada um que assuma suas responsabilidades. Quase 500 milhões de reais podem muito bem ser investidos em áreas sociais. Não sou contra as obras nas rodovias, elas são necessárias, mas têm que ser pagas pelos cofres da União." Na avaliação do prefeito de São Leopoldo, para arcar com esta ajuda ao governo federal, o Estado conseguiria desembolsar o valor em 2 ou 3 anos. Ou seja, no próximo governo. "Este dinheiro, que é muito dinheiro, tem que ser investido na saúde, na educação, na assistência social. Amenizaria a crise que os municípios estão enfrentando."


Fonte: assessoria de comunicação do Prefeito de São Leopoldo

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