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Ambulatório LGBTQIA+ de São Leopoldo celebra um ano com seminário sobre equidade e inclusão

Imagem: Romeu Finato/ PMSL.
Imagem: Romeu Finato/ PMSL.

O Ambulatório LGBTQIA+ de São Leopoldo completou um ano de funcionamento na última sexta-feira (13) e celebrou a data com o 1º Seminário de Aniversário: Enfrentando Preconceitos e Construindo Equidade. Realizado em parceria com a Unisinos, por meio do Programa PET Saúde Equidade, o evento contou com apoio da Câmara de Vereadores, pelo gabinete da vereadora Nadir Jesus, e promoveu debates sobre os desafios e avanços na saúde para a população LGBTQIA+.


O seminário, dividido em dois momentos, abordou os obstáculos enfrentados por pessoas LGBTQIAPN+ no acesso à saúde, como preconceito, falta de capacitação profissional e desconhecimento de necessidades específicas. No turno da manhã, no Círculo Operário Leopoldense (COL), o pedagogo e mestrando Ruan Carlos Sansone enfatizou a importância de ações afirmativas e espaços seguros de acolhimento. “Precisamos de práticas inclusivas que reconheçam os desafios impostos pela construção social preconceituosa”, afirmou.


A professora Laura López destacou os ciclos de vida, com atenção à população trans, e reforçou o papel do ambulatório como exemplo de acolhimento. Citando a pesquisadora Viviane Inês Weschenfelder, ela ressaltou que “precisamos reconhecer que os sujeitos são diferentes entre si e que essas diferenças fazem parte da coletividade”.


À tarde, foi realizada uma audiência especial sobre a experiência do ambulatório no último ano. Inaugurado na Unidade Básica de Saúde (UBS) Campina, o espaço foi transferido para o Centro Médico Capilé, em função das enchentes, e hoje funciona de segunda a sexta-feira, das 13h às 18h. O atendimento, voltado a pessoas LGBTQIA+, conta com profissionais de psicologia, nutrição e serviço social.


Segundo a psicóloga Alessandra Mirón, a maior parte dos usuários é composta por pessoas transgênero, em busca de processos de afirmação de gênero. “Diante disso, se coloca como movimento necessário uma transição na proposta do atendimento”, pontuou. Ela também reforçou a importância do princípio de equidade no SUS. “Todos precisam de atenção, mas nem sempre dos mesmos atendimentos. É fundamental reconhecer as necessidades de grupos específicos”, explicou.


O evento reuniu autoridades, profissionais de saúde e ativistas, como a diretora de Políticas Públicas em Saúde, Gicela Beatriz Leal Timponi, e o ouvidor da Prefeitura, Daniel Passaglia.

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