Após 25 anos de negociações, União Europeia aprova acordo com o Mercosul
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Uma maioria qualificada de países da União Europeia aprovou nesta sexta-feira (9) o acordo de livre comércio com o Mercosul, encerrando uma negociação iniciada em 1999 e considerada uma das mais longas da história do bloco. Com o aval político, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deve assinar o tratado na próxima segunda-feira (12), em Assunção, com Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai.
O acordo ainda precisará ser ratificado pelos governos dos 27 países da UE e pelo Parlamento Europeu, onde há resistência, com cerca de 150 eurodeputados ameaçando recorrer à Justiça. Mesmo assim, o avanço é visto como histórico: o pacto cria a maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 700 milhões de consumidores, e prevê a eliminação de tarifas em mais de 90% do comércio bilateral.
O Brasil teve protagonismo decisivo na reta final. Durante a cúpula do Mercosul em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou “coragem e vontade política” da UE para concluir o acordo, diante da crescente competição global e da pressão de políticas protecionistas dos Estados Unidos e da China.
Apesar da oposição da França e de setores agropecuários europeus, que temem a entrada de produtos sul-americanos mais competitivos, defensores como Alemanha e Espanha destacam o valor estratégico, econômico e geopolítico do tratado. Para reduzir resistências, a Comissão Europeia incluiu salvaguardas ao setor agrícola, com cotas, mecanismos de investigação e limites a produtos com preços muito abaixo dos praticados na UE.
Após mais de duas décadas de impasses, o acordo Mercosul–UE avança como um marco do multilateralismo, com o Brasil no centro das articulações finais.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br































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