Após cheias no RS em 2024, Inter estuda mudanças no projeto do Centro de Treinamento (CT)
- Start Comunicação
- 30 de abr.
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As águas baixaram, mas as marcas permanecem. Um ano após as enchentes que devastaram o Rio Grande do Sul em maio de 2024, os maiores clubes do estado ainda lidam com os impactos da tragédia. A destruição causada pelas cheias ultrapassou os limites das ruas alagadas e atingiu diretamente estruturas essenciais do esporte gaúcho.
O Sport Club Internacional viu o Centro de Treinamentos Parque Gigante ser praticamente destruído. O Beira-Rio, seu estádio histórico, também precisou passar por reformas urgentes. Já o Grêmio teve sua moderna Arena e o CT Luiz Carvalho tomados pela água. Equipamentos foram perdidos, campos ficaram inoperantes e o calendário esportivo foi abruptamente interrompido. Clubes tradicionais como o Grêmio Náutico União e a Sogipa também sofreram com os efeitos das enchentes.
Apesar da devastação, a resposta da comunidade esportiva foi imediata. Atletas, dirigentes, funcionários e torcedores se uniram em mutirões e campanhas para recuperar não apenas as estruturas físicas, mas também o ânimo que move gerações de apaixonados pelo esporte.
Reavaliação e adaptações estruturais
No caso do Internacional, a tragédia forçou uma reavaliação profunda de projetos antigos e em andamento. O clube implementou mudanças no CT Parque Gigante e no Beira-Rio, incluindo a criação de pequenas barreiras nas margens do Guaíba para conter novas cheias. Além disso, o projeto do futuro CT em Guaíba — um sonho antigo da torcida colorada — entrou em revisão.
"Em alguns locais da área em Guaíba, a água chegou a dois metros de altura, que é mais ou menos o que teve no CT Parque Gigante. Mas temos soluções para implementar. A ideia ainda é colocar o CT lá. Isso não se alterou. Mas temos que adaptar o projeto, provavelmente elevando um pouco o nível do solo", explicou Gabriel Gonçalves Nunes, dirigente colorado.
A alteração no projeto implica em novos custos que não estavam previstos inicialmente. A estimativa inicial da obra girava em torno de R$ 100 milhões, mas esse valor pode aumentar com a necessidade de adaptação do terreno. Além disso, o clube pretende incluir na nova estrutura um espaço para as Gurias Coloradas, que ficaram de fora do plano original.
Beira-Rio: protegido, mas vulnerável
Apesar da proximidade com o Guaíba, o estádio Beira-Rio teoricamente está protegido pelas estruturas da Avenida Beira-Rio, que fazem parte do sistema de contenção de cheias de Porto Alegre. No entanto, em 2024, a água encontrou outros caminhos, invadindo até mesmo por bueiros e pontos não previstos.
"Se o sistema funcionar, o Beira-Rio nunca mais ficará alagado. Mas a manutenção do sistema não compete ao Inter. Em tese, o estádio está protegido", afirmou o vice-presidente de patrimônio do clube.
Fonte: Correio do Povo
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