Boletim sobre doenças crônicas é lançado em São Leopoldo
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- 10 de dez. de 2024
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Em um esforço pioneiro para monitorar doenças crônicas não transmissíveis, a Prefeitura de São Leopoldo, em parceria com a Unisinos, lançou nesta terça-feira (10), o Boletim Epidemiológico da Hipertensão Arterial e Diabetes. A iniciativa marca a estreia da Vigilância Epidemiológica das Doenças Crônicas Não Transmissíveis da Secretaria Municipal de Saúde (Semsad).
“É uma ferramenta importante para a gestão da saúde, que oferece um panorama dos dados do município em relação à capital e ao país, evidenciando as diferenças de prevalência entre as regiões municipais”, destacou a enfermeira Patrícia Vitória Pires. Segundo ela, este é o primeiro monitoramento desse tipo realizado em São Leopoldo e servirá de base para ações futuras.
O boletim é fruto de uma pesquisa que analisou mais de 128 mil prontuários de pacientes de São Leopoldo ao longo de três anos, identificando o perfil dos usuários e as comorbidades mais comuns. A professora da Unisinos, Vânia Bezoti Micheletti, que participou do estudo, explicou a importância dos dados. “Fizemos o trabalho com São Leopoldo para São Leopoldo, com técnicos da cidade. Monitorar evita agravos, internações em UTIs e proporciona mais qualidade de vida e economia para o município”, disse.
O levantamento também contou com a contribuição de Luis Mercaus, residente em fisioterapia e bolsista da pesquisa. As informações obtidas irão subsidiar estratégias para prevenir e tratar doenças crônicas, promovendo maior qualidade de vida à população leopoldense.
Lançamento no Dia Nacional de Conscientização
O lançamento, realizado no Dia Nacional de Conscientização sobre Doenças Crônicas, reforçou o objetivo de disseminar informações relevantes à comunidade. O boletim estará disponível no site da Prefeitura, oferecendo uma base para gestores e profissionais da saúde.
A secretária de Saúde, Paula Silva, destacou o caráter coletivo da iniciativa. “Essa pesquisa desafiou a rede, passou pela Farmácia, pela Vigilância, e reforçou a participação da universidade na rede pública. Agradeço a coragem e a iniciativa de todos envolvidos”, afirmou.
As doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, são as principais causas de morbidade e mortalidade em São Leopoldo.

































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