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Fundo Garantidor enfrenta rombo bilionário após casos Pleno, Master e Will Bank


Foto: Leonardo Sá/Agência Senado
Foto: Leonardo Sá/Agência Senado

A liquidação extrajudicial do Banco Pleno ampliou para mais de R$ 50 bilhões o volume de recursos que o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) terá de desembolsar para cobrir credores de instituições financeiras em crise. O montante inclui também os processos envolvendo o Banco Master e o Will Bank.

Em comunicado divulgado após o anúncio do Banco Central do Brasil, o FGC informou que o Banco Pleno possui cerca de 160 mil credores aptos a receber a garantia, somando R$ 4,9 bilhões.


Esse valor se acrescenta aos R$ 40,6 bilhões devidos a investidores do Banco Master e aos R$ 6,3 bilhões relacionados ao Will Bank, totalizando R$ 51,8 bilhões em compromissos.

A cifra não contempla as linhas emergenciais acionadas pelo Fundo no ano passado, quando as dificuldades de liquidez do conglomerado Master se tornaram mais evidentes.


Capacidade financeira e plano de recomposição

De acordo com os dados mais recentes, o FGC possui patrimônio aproximado de R$ 160 bilhões, sendo cerca de R$ 125 bilhões disponíveis para uso imediato.

Para recompor o caixa, o Conselho do Fundo aprovou um plano que prevê a antecipação inicial do equivalente a cinco anos de contribuições por parte dos bancos. Em 2027, está prevista nova antecipação correspondente a 12 meses de repasses, repetida em 2028, o que representa sete anos de contribuições adiantadas no total.


O plano também inclui aumento extraordinário entre 30% e 60% no valor mensal pago pelas instituições financeiras ao Fundo, conforme fonte envolvida nas discussões. Outra proposta em análise é permitir o redirecionamento de recursos de compulsórios bancários para auxiliar na recomposição do FGC, medida que ainda depende de autorização do Banco Central.


Pagamentos em andamento

Até a semana passada, o FGC já havia desembolsado R$ 37 bilhões em garantias aos credores do Banco Master, o equivalente a mais de 90% do total previsto.

No caso do Will Bank, o Fundo decidiu antecipar o pagamento para investidores com valores de até R$ 1 mil a receber, operação estimada em R$ 200 milhões. Os demais credores deverão aguardar a consolidação da base total pelo liquidante.


Embora o Will Bank integre o conglomerado do Master, sua liquidação foi decretada apenas em janeiro. Já o Banco Pleno foi vendido em 2025 a um ex-sócio do Master e, atualmente, não faz mais parte do grupo.


Redação do www.startcomunicacaosl.com.br | Por Andressa Brunner Michels | Fonte: Correio do Povo

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