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Hospital Centenário precisa ser amado e abraçado pela população leopoldense - Por Bado Jacoby

A história do Hospital Centenário e a sua relação com a cidade de São Leopoldo, poderia tranquilamente, ser tese para um TCC de sociologia. São quase 100 anos de serviços prestados inicialmente a população da cidade e mais adiante se expandindo para algumas dezenas de municípios da região. Mas, tem uma relação complexa com a gente de sua terra. O Centenário, não é um ente passivo ou um quadro de moldura em uma sala qualquer da cidade. Ao contrário, ele é ativo e orgânico há muito tempo ou melhor, desde sua fundação. A única casa de saúde de São Leopoldo, é o local de nascimento de boa parte de nossa população. O Centenário, é testemunha de grandes mudanças na cidade e há pelo menos 40 anos, resiste ao seu uso corporativo e político. E mesmo assim, resiste a tantas maldades feitas contra ele.

 

O Hospital Centenário, pode ser comparado a um operário mal remunerado e sem condições de trabalho adequadas e que mesmo assim, segue buscando servir da melhor maneira possível a todos que ali chegam para serem atendidos. O Centenário não reclama, mas há muito tempo da mostras que está em processo de esgotamento e próximo de colapsar. O Centenário respira por tubos há décadas. Ele anda quase que sozinho e ligado no piloto automático e principalmente, pela valentia e quase heroísmo da grande maioria dos seus quadros de servidores, que são quase anônimos e as maiores testemunhas de tantas barbáries administrativas e políticas que se acumulam há tanto tempo. Os servidores concursados, em sua maior parte tem uma relação afetiva muito forte com o hospital. E infelizmente, esses mesmos servidores são as maiores vítimas dos ataques contra o Hospital Centenário e na maioria das vezes são criminalizados de maneira muito perversa e injusta.


É neste ponto de criminalização que São Leopoldo como um todo, precisa rever essa relação com o Hospital Centenário. O problema não é só do atual prefeito ou do presidente da fundação (assim como não foi de ex-prefeitos e outros diretores), o problema é de todos nós. Setor Político, com certeza o maior responsável, corporações que se adonaram das estruturas do hospital, setor empresarial, clubes de serviços, sindicatos de empregados, associações de bairros, igrejas, maçonarias e tudo mais que se pode chamar de sociedade civil. Ou seja, todos são responsáveis diretamente ou indiretamente.


São Leopoldo precisa literalmente amar o Centenário. São Leopoldo precisa tirar o Centenário do Ringue político. São Leopoldo não pode sobreviver sem o Centenário. São Leopoldo precisa abraçar o Centenário de maneira intensa e permanente.


E ainda sobre a política e seus efeitos negativos em relação ao Hospital Centenário, todo o nosso ambiente político de São Leopoldo tem suas digitais nos problemas que foram se acumulando. Nunca é demais lembrar, que mesmo com mudanças de governos e ideologias os atores políticos leopoldenses em sua maioria, fizeram parte de todos esses governos. Ou seja, ninguém pode falar de ninguém. Se necessário, se pode falar mais sobre este histórico de influências externas nas gestões do hospital.


A hora é de conscientização e mobilização e não de torcer lençóis a procura de sangue e sensacionalismo. A hora, é do Hospital Centenário


Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br / Por Bado Jacoby

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