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Karen Carvalho destaca desafios e avanços na vacinação à frente da Coordenação de Imunizações de São Leopoldo

Imagem: Guilbert Trendt/ Start Comunicação

Nesta terça-feira (26), o Programa Start News recebeu Karen Carvalho, coordenadora de Imunizações de São Leopoldo, para discutir os desafios enfrentados na vacinação, desde a baixa adesão à vacina contra a dengue até questões de logística e fornecimento de vacinas no município. Karen também abordou o impacto das campanhas de imunização e a importância de combater a desinformação.


Baixa adesão à vacinação contra a dengue


Karen iniciou destacando a dificuldade de manter a adesão à vacina contra a dengue, especialmente para a segunda dose, essencial para completar o esquema vacinal. "A vacinação da dengue teve um bom início, principalmente após a enchente e o verão, quando a população estava preocupada. Cerca de 2 mil crianças e jovens receberam a primeira dose. Mas, infelizmente, a adesão à segunda dose foi baixíssima, o que nos preocupa porque eles não estão com o esquema de proteção completo", disse a enfermeira.


A coordenadora destacou que, com o verão chegando, é fundamental reforçar os esforços para ampliar a cobertura vacinal. "O calor e as chuvas criam as condições perfeitas para a proliferação do mosquito Aedes aegypti. Por isso, é essencial que os jovens de 10 a 14 anos completem as doses ou iniciem o esquema vacinal. A vacina está disponível, é segura e protege tanto quem se vacina quanto as pessoas ao redor", afirmou.


Impacto das campanhas e as melhorias na cobertura vacinal


A coordenadora de Imunizações ressaltou a evolução nos índices de vacinação do município, atribuída às campanhas nacionais e à retomada do Programa Bolsa Família. "Nos últimos meses, melhoramos significativamente nossos índices de vacinação. O Bolsa Família, com a obrigatoriedade de manter a carteira de vacinação em dia, ajudou muito. Também incentivamos bastante a vacinação após a enchente, para evitar doenças como o tétano", explicou.


Ela lembrou o esforço durante o período da enchente, quando mais de mil doses de vacina contra o tétano foram aplicadas em poucos dias. "As pessoas precisam saber que o tétano pode estar na terra, na poeira, em qualquer lugar. Mesmo que você se machuque, é possível procurar a unidade de saúde e tomar a vacina, que ainda consegue proteger", destacou Karen.


Falta de vacinas e o desafio do abastecimento


Karen também abordou a escassez de algumas vacinas, como as doses contra Covid-19 (adulto e infantil) e varicela, além de outras vacinas recebidas em quantidade limitada. "Estamos em falta de vacinas como a da Covid e da varicela. Também recebemos um aporte muito pequeno de outras vacinas, e estamos preocupados em ficar sem até o final do mês. Já fizemos um pedido extra ao Estado, e há a possibilidade de antecipar o pedido de dezembro para suprir a demanda", informou.


Apesar das dificuldades, Karen destacou que o aumento na cobertura vacinal tem sido uma conquista importante. "Mesmo com a baixa procura por algumas vacinas, como Covid e dengue, conseguimos melhorar nossos índices. Hoje temos, por exemplo, 92% de cobertura da vacina pneumocócica, 96% para a tríplice viral e 91% para meningocócica. A varicela ainda está em 70%, mas tivemos vários períodos de falta", detalhou.


Vacinação contra coqueluche e os cuidados com os bebês


Durante o programa, a enfermeira fez um alerta sobre a coqueluche, doença que voltou a ser preocupação nacional. Um caso suspeito foi identificado em São Leopoldo – que está em análise pelo Laboratório Central do Estado –, levando à adoção de medidas preventivas. "A coqueluche, ou tosse comprida, pode ser muito grave para bebês, levando até ao óbito. Faz parte do esquema vacinal desde os dois meses de idade, com reforços aos 15 meses e 4 anos. Além disso, gestantes devem tomar a vacina DTPA a cada gestação para proteger o bebê por via transplacentária e pelo leite materno", explicou.


Karen também mencionou a recomendação da vacina para professores que trabalham com crianças até 4 anos e profissionais de saúde. "Essas pessoas têm um papel crucial na proteção dos pequenos e devem se vacinar para evitar a propagação da doença", alertou.


Distribuição da vacina contra dengue e planejamento para 2025


Sobre a vacina contra dengue, Karen explicou que a distribuição inicial foi restrita a algumas unidades devido ao controle necessário. "A vacina contra dengue está disponível em unidades-chave, como Rio Branco, Materno Infantil, Imigrante, Scharlau, Centro do Idoso e Cohab Duque. Estamos avaliando a possibilidade de expandir a oferta para 2025 a outras unidades", afirmou.


Combate à desinformação e canais de informação confiáveis


Karen reforçou a importância de buscar informações sobre vacinas em fontes confiáveis e utilizou a entrevista para divulgar os canais de comunicação da Secretaria de Saúde. "Muitas pessoas têm dúvidas sobre vacinas, e estamos à disposição para esclarecer. Temos um WhatsApp exclusivo para a Coordenação de Imunizações, onde as pessoas podem confirmar horários, disponibilidade e documentos necessários. O número é (51) 99739 1453", informou. Ela também pediu que a população evite confiar em informações de origem duvidosa. "Procurem sites oficiais, como o Ministério da Saúde ou a Sociedade Brasileira de Pediatria. A desinformação é um dos maiores obstáculos à vacinação," concluiu.


A gravação completa do Programa Start News está disponível nos canais da TV Start News no YouTube e Facebook, e é reprisado nesta terça-feira (26), às 20h20, na radiostart.com.br. 


Confira a entrevista completa:

Amanda Wolff, da Redação Start

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