Nova sala de Tomografia da Oncologia Centenário passa a se chamar Ídio Goehl
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- 17 de jun. de 2025
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SÃO LEOPOLDO: em uma noite marcada por emoção, reconhecimento e memórias, a Oncologia Centenário oficializou uma homenagem ao administrador hospitalar Ídio Goehl, falecido em março deste ano. A nova sala de Tomografia leva agora o seu nome em reconhecimento ao seu legado.
Durante a cerimônia de descerramento da placa, realizada nesta segunda-feira (16), o diretor da Oncologia Centenário, Dr. Adalberto Broecker Neto, destacou a dedicação e o compromisso de Ídio com a qualidade dos serviços hospitalares. "Ídio nos auxiliou muito nos processos administrativos. Era obstinado pela organização dos serviços porque queria sempre o melhor atendimento para os pacientes", afirmou.
Com uma trajetória marcada pela atuação em cargos administrativos no Hospital Centenário, na década de 1990, e em outras instituições de saúde, como Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital de Clínicas de Porto Alegre, assim como em outros Estados, Ídio deixou uma marca de profissionalismo e cuidado com a gestão hospitalar.
A solenidade reuniu autoridades, familiares, amigos e integrantes da Confraria do Ídio – grupo criado por ele ao lado do amigo Sandro Cassel, o “Sandro da Buca”. Em meio a lembranças e depoimentos carregados de emoção, o refrão da confraria, "Tão jovens não nos veremos traveis", ecoou diversas vezes, refletindo o espírito leve e irreverente que sempre acompanhou o homenageado.
Entre os presentes estavam o presidente da Fundação Hospital Centenário, Ricardo Silveira, integrantes da Confraria do Ídio e familiares de Goehl, que juntos celebraram a memória de um profissional que fez história na área da saúde.
SOBRE ÍDIO GOEHL
Com uma trajetória, marcada por dedicação à família, ética profissional e um bom humor inconfundível, Ídio Goehl nasceu em Horizontina, em 21 de fevereiro de 1942.
Ele já chegou ao mundo com uma marca da História: por ter nascido em plena Segunda Guerra Mundial, quando o uso do trema era vetado no português por ser associado à grafia alemã, seu nome ganhou uma grafia distinta do restante da família. Era o primeiro de muitos sinais de que sua vida seria singular.
Na década de 1960, mudou-se com a família para São Leopoldo, onde os Goehl abriram um restaurante, bem em frente à antiga Prefeitura. Assim como em Horizontina, onde frequentou colégio luterano, Ídio estudou no Sinodal e no tradicional Pedrinho.
Como cabo no Exército, participou do Movimento da Legalidade, posicionando-se ao lado das tropas que defenderam a posse de João Goulart após a renúncia de Jânio Quadros. As lembranças dessa época sempre estiveram presentes em suas conversas — narrativas vívidas que encantavam e ensinavam.
Casado com Serli Brandina Goehl, com quem teve dois filhos: Luciane e Daniel, o Dani, mudou-se no início dos anos 70 para Porto Alegre. Era o começo de uma longa e respeitada trajetória. Foi superintendente no Hospital Moinhos de Vento, Hospital Mãe de Deus e Hospital de Clínicas de Porto Alegre.
No início dos anos 1990, aceitou o convite do prefeito Olímpio Albrecht para ser o Diretor Administrativo do Hospital Centenário de São Leopoldo. Ídio também levou sua experiência e humanismo para hospitais de Fortaleza, São Luís e Belém. Ao retornar para o Rio Grande do Sul, assumiu como diretor administrativo na Santa Casa de Livramento e, posteriormente, do Hospital Nossa Senhora das Graças de Canoas.
Com a morte da esposa Serli em 2008, Ídio praticamente se aposentou para cuidar integralmente do filho Daniel, que, desde os cinco meses, enfrentava graves problemas de saúde. Foram anos de entrega, amor e superação. Dani, figura querida e conhecida em São Leopoldo, faleceu em 2018, deixando um vazio imenso no coração do pai.
Mas ele seguiu em frente. Voltou a circular entre amigos e reencontrou a alegria ao lado de Marli, com quem viveu anos de afeto e companheirismo. Mesmo com a pandemia de 2020, recusou-se a deixar a vida perder o sabor. Junto com o amigo Sandro Cassel, criou a “Confraria do Ídio”, uma espécie de resistência bem-humorada à solidão do isolamento.
Colaboração da Jornalista Márcia Greiner

































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