Novo estudo nega relação entre paracetamol na gravidez e autismo em crianças
- Start Comunicação

- 10 de nov. de 2025
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Uma revisão ampla publicada nesta segunda-feira pela revista The BMJ concluiu que não há evidências suficientes para afirmar que o uso de Paracetamol (acetaminofeno) durante a gravidez esteja ligado ao desenvolvimento de Autismo ou do TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) na criança.
No estudo, os pesquisadores fizeram uma “umbrella review” ou seja, revisaram nove revisões sistemáticas que contemplavam ao todo 40 estudos observacionais sobre gestantes que usaram paracetamol e o risco nos filhos de autismo, TDAH ou outros transtornos de neurodesenvolvimento. Apesar de muitas dessas revisões apontarem para uma possível associação entre o medicamento e os transtornos, sete das nove chamaram atenção para limitações significativas, como vieses, falta de controle para fatores genéticos ou ambientais familiares, ou amostras pequenas.
Os autores destacam que, em estudos que compararam irmãos (ou seja, crianças expostas e não expostas dentro da mesma família) — controlando fatores genéticos/familiares — a suposta associação desapareceu ou ficou muito reduzida. Em outras palavras: o que parecia sugerir um risco pode ser explicado por fatores como histórico familiar, condições de saúde materna ou ambiente, e não necessariamente pelo paracetamol em si.
Os especialistas ressaltam que o paracetamol continua sendo o analgésico e antipirético recomendado durante a gravidez, especialmente para controle de febre que, se não tratada, pode ter efeitos indesejados no feto. Eles também alertam que a qualidade da evidência disponível é “baixa a criticamente baixa”. Ou seja, não podemos afirmar com segurança que não haja qualquer risco, mas tampouco que haja um risco claramente demonstrado.
O que isso significa para gestantes?
Se você está grávida e precisa usar paracetamol para dor ou febre, esse novo estudo sugere que não há motivo para evitar o medicamento com medo de que cause autismo ou TDAH no bebê segundo a evidência atual.
Ainda assim, é importante usar o medicamento apenas quando necessário, na dose recomendada, e sempre sob orientação profissional, afinal, qualquer uso de medicação na gravidez deve ser avaliado com cautela.
E caso haja febre ou dor, o tratamento, inclusive com paracetamol pode evitar complicações maiores que a própria medicação, o que reforça seu papel como opção segura para muitas gestantes.
Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br

































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