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PF indicia ex-diretores da PRF por tentarem impedir deslocamento de eleitores em 2022

22 de jan. de 2025
2 min de leitura
Imagem: divulgação/ Governo federal.
Imagem: divulgação/ Governo federal.

A Polícia Federal indiciou quatro ex-diretores e coordenadores da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acusados de tentar, em 2022, dificultar ou impedir o deslocamento de eleitores potenciais do então candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva.


Foram indiciados:


  • Luis Carlos Reischak Junior, ex-diretor de Inteligência e ex-Superintendente da PRF no Rio Grande do Sul;

  • Rodrigo Cardozo Hoppe, ex-diretor de Inteligência Substituto;

  • Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações;

  • Adiel Pereira Alcantara, ex-coordenador de Análise de Inteligência da PRF.


Também foi indiciado Bruno Nonato dos Santos Pereira, ex-coordenador-geral de Inteligência e Contrainteligência da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).


Ainda em 2023, o blog do jornalista Valdo Cruz, do g1, mostrou mensagens obtidas pela PF em que Adiel Alcântara acusava Silvinei Vasques – diretor-geral da PF no governo Jair Bolsonaro – de ter "falado muita merda" e ter citado "policionamento direcionado" em reuniões anteriores ao segundo turno.


No inquérito, a Polícia Federal reuniu indicações de que os cinco indiciados praticaram os crimes de:


  • Desobediência;

  • Prevaricação (quando um agente público desrespeita a lei ao agir ou se omitir);

  • Restrição ao exercício do direito do voto;

  • Participação (por omissão) no crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.


O indiciamento foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em dezembro, mas não tinha sido divulgado. As conclusões foram reveladas nesta quarta-feira (22) pelo UOL e confirmadas pela TV Globo.


Em agosto de 2024, a PF já tinha indiciado o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-diretor da PRF Silvinei Vasques e quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça – todos, por tentar impedir o deslocamento de eleitores na região Nordeste até os locais de votação.


Blitzes no dia da eleição


Em 30 de outubro de 2022, dia do segundo turno, a PRF realizou blitzes que interferiram na movimentação de eleitores – sobretudo no Nordeste, onde Lula (PT) tinha vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL) nas pesquisas de intenção de voto.


Na véspera, o diretor-geral da PRF havia declarado voto em Bolsonaro.


No domingo do segundo turno, Alexandre de Moraes determinou a suspensão imediata das blitze, sob pena de prisão de Vasques. A ordem, no entanto, foi desrespeitada pela PRF.


Relatório obtido pelo blog da jornalista Andréia Sadi, do g1, na época, mostra que a PRF fiscalizou 2.185 ônibus no Nordeste, onde Lula (PT) era favorito, contra 571 no Sudeste, entre 28 e 30 de outubro, vésperas e dia do 2º turno das eleições de 2022.


Fonte: g1

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