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Vereador Anderson Etter (PT) defende Barco Escola Peixe Dourado e critica abandono pela atual gestão

Foto: Mariana Santos
Foto: Mariana Santos

SÃO LEOPOLDO: o vereador Anderson Etter (PT) foi o entrevistado do programa Start News na manhã desta sexta-feira (9), onde prestou esclarecimentos e fez críticas ao que classificou como descaso da atual gestão com o barco escola Peixe Dourado, projeto idealizado por ele enquanto esteve à frente da Secretaria Municipal do Meio Ambiente.


Em sua fala, destacou que o equipamento, construído com recursos do fundo municipal de meio ambiente e aprovado pelo conselho da área, tem sido alvo de desinformação e uso político pela base do governo Heliomar. “O barco foi entregue à cidade, é um patrimônio de todos os leopoldenses. Agora está parado, sem tripulação, sem manutenção, sem vigilância, sofrendo avarias. E ainda querem dizer que ele não navega. Ele chegou navegando em até São Leopoldo”, afirmou.


Etter explicou que esteve no Ministério Público com dois objetivos principais. Primeiro, solicitar que todo o processo de construção do barco seja investigado, desde a contratação do escritório de engenharia naval até os contratos de tripulação, passando pelos aditivos de obra. Segundo, pedir providências para garantir a segurança da embarcação diante do abandono administrativo. “Se solta aquele barco com a cheia do rio, ele vai parar na ponte da BR-116. Está feito o desastre. Não é só desleixo, é risco ao patrimônio público”, alertou. O vereador ainda apontou que a contratação da empresa de tripulação se deu via processo legal de dispensa de licitação, e que nenhum pagamento foi feito antes da chegada do barco, desmentindo acusações da oposição.


Sobre os aditivos na construção, esclareceu que foram motivados por exigências técnicas, como o reforço estrutural da embarcação e a escolha por alumínio para aumentar a durabilidade e reduzir impactos ambientais. “Um barco voltado à educação ambiental não poderia ser poluente. A escolha pelo alumínio reduz consumo de combustível e necessidade de manutenção. Isso é planejamento, não desperdício”, defendeu. Também explicou que a pintura, incluída posteriormente, foi necessária para proteger a estrutura, e que todos os processos passaram por análises técnicas e justificativas formais.


O parlamentar classificou como absurda a tentativa de criar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sem objeto claro. Segundo ele, o correto seria o governo levar suas dúvidas aos órgãos de controle, como o Ministério Público ou o Tribunal de Contas. “Querem transformar em escândalo algo que é motivo de orgulho para a cidade. Se o governo tem dúvidas, que investigue, mas não mantenha o barco parado, deteriorando-se. Isso sim é desperdício”, disse. Reafirmou que o PT participará da CPI e que sua tranquilidade vem da certeza de ter conduzido todo o processo com lisura. “Durante a campanha tive dificuldades financeiras, não pedi e não recebi um centavo dessas empresas. Quem não deve, não teme”, declarou.


A entrevista também foi espaço para que Etter reafirmasse sua visão de mandato popular e de construção coletiva de políticas públicas. Criticou a ideia de que segurança se faz apenas com repressão e defendeu o acesso à cultura, ao esporte e ao lazer como caminhos de prevenção à violência. Sobre mobilidade, afirmou que a tarifa do transporte público precisa ser socialmente justa e que o poder público deve garantir acesso à cidade para todos. “Nós lutamos por uma cidade que respeite o meio ambiente, que cuide das pessoas, que ouça a população. Isso é governar com seriedade”, afirmou.


Em outro momento, o vereador questionou a ausência de uma articulação política mais ampla da Câmara para cobrar do governo estadual os investimentos prometidos para a Bacia dos Sinos. Lamentou que, enquanto municípios como Canoas pressionam o Estado por ações concretas diante das enchentes, São Leopoldo siga dividida por disputas partidárias. “Falta unidade. Quando se trata de defender a cidade, todos os vereadores deveriam estar do mesmo lado. Infelizmente, nem todos pensam assim. Mas sigo defendendo que a Câmara atue como instituição, acima das diferenças ideológicas”, apontou.


Ao final da conversa, destacou que o projeto do barco é resultado de quatro anos de trabalho, com participação do Conselho do Meio Ambiente, sem uso de recursos livres da Prefeitura, e que está vinculado a um empréstimo específico para a área ambiental. Lamentou que a cidade esteja perdendo oportunidades por disputas políticas. “Na semana passada, tivemos a visita de uma comitiva de alemães que poderia ter conhecido o Rio dos Sinos a bordo do barco. Mas ele estava parado, escondido. É uma visão pequena, de quem prefere apagar o que foi feito antes do que construir junto agora. O barco escola Peixe Dourado não é do PT. É da cidade”, concluiu.


Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br/ Karem Rodrigues - estagiária

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