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Vereador Maurinho Fiuza (PL) destaca sua trajetória política e projetos para São Leopoldo

Foto: Mariana Santos
Foto: Mariana Santos

Em entrevista ao programa Start News desta terça-feira (22), o vereador de São Leopoldo, Maurinho Fiuza (PL), compartilhou detalhes de sua trajetória pessoal e política, comentou sobre os desafios no Legislativo e apresentou os principais projetos que tem defendido nas sessões que tem participado na Câmara de Vereadores. Fiuza, é o primeiro suplente da bancada do PL.


Natural do bairro Feitoria, Maurinho relembrou suas origens e a adoção dentro da própria família. “Fui adotado pelos meus tios, que são meus pais de criação. Minha mãe biológica era militante do MST, e minha família tem raízes na esquerda, com tias que já foram vereadoras pelo PT. Apesar disso, encontrei na direita os valores que acredito serem os certos”, contou.


A vocação política surgiu cedo. Maurinho esteve envolvido em campanhas desde 2008 e disputou sua primeira eleição em 2020 pelo PP, quando obteve 709 votos. Na eleição seguinte, em 2024, já pelo PL, alcançou 1.622 votos, tornando-se o primeiro suplente da legenda. “É um trabalho que tem se consolidado. Voto é voto. Coloca 1.620 pessoas numa sala e vê o tamanho que é”, afirmou.


Fiuza assumiu recentemente uma cadeira na Câmara de Vereadores como suplente, enquanto o titular Alexandre Silva esteve licenciado por alguns dias. Ele comentou sobre a engenharia política que permitiu a posse de Daniel Daudt, quarto suplente da sigla. “O Daniel traz uma bagagem importante. A maioria dos vereadores são de primeiro mandato, e ele ajuda a equilibrar e orientar. Eu entendi a decisão do governo e segui contribuindo da forma que fosse melhor para São Leopoldo”, explicou Maurinho, que exerce a função de secretário adjunto na Secretaria de Mobilidade Urbana, Serviços e Trânsito (Semurb).


Entre os primeiros projetos já apresentados, Fiuza destacou a chamada “Lei Anti-Oruam”, que visa proibir no ambiente escolar, a veiculação de conteúdos musicais que façam apologia ao crime, à violência, às drogas ou à erotização precoce. “Essa é uma lei de caráter preventivo. Queremos garantir que o ambiente escolar seja um local de aprendizado e não um espaço para a propagação de conteúdos nocivos”, argumentou o vereador. Maurinho destacou que a proposta já foi inspirada por legislações semelhantes aprovadas em mais de 40 municípios pelo país e reforçou que não se trata de censura. “Conversei com o secretário de Educação a secretária adjunta, que entenderam o espírito do projeto. O objetivo não é censurar, mas proteger o ambiente escolar”, completou.


Uma outra proposta polêmica apresentada pelo vereador Maurício Fiuza está movimentando o debate político em São Leopoldo. O projeto de lei sugere que servidores públicos municipais sejam submetidos periodicamente a testes antidrogas, com o objetivo de detectar o uso de substâncias ilícitas no funcionalismo público e provocar uma reflexão mais ampla sobre a questão das drogas na sociedade.


A sugestão prevê a realização de exames toxicológicos em todos os servidores da administração municipal de São Leopoldo. Caso o resultado seja positivo, o servidor seria acompanhado e submetido a novos testes a cada seis meses, com possibilidade de exoneração após reincidência. “O objetivo não é punir, mas sim criar um mecanismo de freio e de alerta. Se a pessoa souber que pode perder o emprego por causa do uso de drogas, talvez pense duas vezes antes de entrar nesse caminho”, argumentou o vereador. A proposta, embora ainda em fase inicial, repercutiu fortemente entre na opinião pública.


O projeto, por ser voltado ao funcionalismo público, precisa ser proposto pelo Executivo municipal. O vereador explicou que enviou a ideia como uma indicação formal ao prefeito, que deve avaliar sua viabilidade. Segundo ele, a proposta foi bem recebida por vereadores, inclusive da oposição. “Dois vereadores com quem conversei acharam a proposta interessante e deram retorno positivo”, afirmou. Caso aprovada, a medida também poderia ser estendida futuramente à Câmara de Vereadores, o que exigiria alterações no código de ética do legislativo municipal.


O vereador também comentou sua rápida passagem pela Câmara de Vereadores, que segundo ele, foi “tudo o que imaginava e muito mais”. "Aprendi demais nesse curto período, é um ambiente que me permite representar meu eleitor com firmeza e trabalhar pelas pautas que acredito", disse. Questionado sobre seus planos políticos, Fiuza afirmou estar pronto para servir à cidade em qualquer função que for designado: “Se for para trabalhar por São Leopoldo, estarei onde for preciso. Meu compromisso é com a cidade”. Fiuza se despede da Câmara na sessão desta terça-feira (22) e volta ao cargo de secretário adjunto da Semurb.


Declarações polêmicas: Maurinho Fiuza x Marielle Franco


Maurinho Fiuza, causou polêmica ao divulgar um vídeo nas redes sociais jogando no lixo uma placa em homenagem à vereadora carioca Marielle Franco, assassinada em 2018 no Rio de Janeiro. Questionado sobre o gesto, que gerou críticas por parte de setores da esquerda, Fiuza afirmou que não se arrepende: “Faria de novo. Quem foi Marielle em São Leopoldo? O que ela fez por aqui? Nada.”, afirmou.


Apesar de reconhecer que o assassinato de Marielle foi um "crime bárbaro", Fiuza reiterou sua posição de que a figura política da vereadora não tem relevância para o contexto local: “A figura política dela não me representa. Ela não tem nenhum tipo de relevância para o nosso município.” O apresentador Bado Jacoby ponderou que o gesto poderia soar como desrespeito à memória da vereadora e questionou se esse tipo de atitude contribui para o clima de extremismo político vivido no país: “Tu não acha que isso aumenta ainda mais o antagonismo entre os lados?” Fiuza rebateu: “Os únicos que ficaram bravos foram a militância de esquerda. A sociedade em geral pouco se importa com a Marielle.” Ele ainda acusou setores da esquerda de “hipocrisia” por segundo ele, terem comemorado a facada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e ao mesmo tempo, se indignarem com o descarte da placa: “É grito de militância que perdeu a eleição.”


Durante a entrevista, Maurinho também apontou a saúde como o setor mais crítico da administração e cobrou mais investimentos do governo estadual e federal. Ele afirmou que São Leopoldo atende uma população muito maior do que sua estrutura comporta: — “Somos referência para 31 municípios. Falta aporte.” O vereador revelou dificuldades em conseguir recursos federais por ser filiado ao PL: — “Quando você chega em Brasília e fala que é do PL, as portas se fecham. Isso é triste.” Mesmo assim, disse ter conquistado verbas com o apoio do deputado Bibo Nunes (PL), destinadas à saúde e à Brigada Militar.


Por fim, Fiuza demonstrou otimismo com a abertura de diálogo entre o prefeito Heliomar Franco e o governador Eduardo Leite. O olhar do governo do Estado para São Leopoldo está mudando.”, concluiu.


Da Redação www.startcomunicacaosl.com.br - Por Mariana Santos - Jornalista MTB 19788/RS

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